1º ENCONTRO PRESENCIAL
1º DIA
O primeiro encontro presencial aconteceu dias
22 e 23 de março de 2017 com Abertura Nacional e Acolhimento no Curso, na
Faculdade Integrada do Sertão (FIS) no município de Serra Talhada, foi
transmitida por vídeo conferência do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e
Pesquisa do Hospital Sírio Libanês – IEP/HSL. Durante esse momento foi
apresentado os cursos de especialização ofertado e a abordagem que será desenvolvida
em cada área com a finalidade de contribuir aos participantes crescimento
pessoal e profissional para melhoria da atenção à saúde no nosso país.
Continuando as
atividades do dia 22/04 no turno da tarde, teve apresentação dos facilitadoras
do curso Vigilância em Saúde, solicitaram uma apresentação da trajetória
profissional, entregaram a cada participante targetas de várias cores, onde
identificamos os diferentes pelas targetas: Amarela (sexo), azul (profissão),
verde (instituição), Rosa (área de atuação), branco (potencialidades) e bege
(região). Com essas targetas prontas montamos um colar o qual colocamos e fomos
identificando os diferentes para posteriormente montar um grupo de trabalho. Ao
concluir essa etapa e montar o grupo, foi solicitado que déssemos um nome e
fizéssemos um grito de guerra e assim continuamos. O grupo ao qual faço parte
ficou batizado como Diversidade e Mudança e o grito de guerra foi: vigilância
em ação no calor da gota.
Para finalizar o dia fomos convidados a fazer
uma avaliação reflexiva de tudo que havíamos vivido até o momento.
Foto oficial com a presença do facilitador
Thiago Aciole.
2º DIA
No dia 23/04 já iniciou a utilização da
abordagem construtivista da educação de adultos, é solicitado pela facilitador
algumas perguntas: Qual a expectativa sobre o curso? Em dupla perguntar ao
colega sua trajetória profissional e pessoal e apresentá-las? Para o sucesso do
curso é necessário realizar o contrato de boa convivência definido pelo grupo
colocando em prática durante todo curso. No contrato Organizativo –
Convivência, ficaram registrados alguma dessas cláusulas: pontualidade,
comunicar os imprevistos, estimular a participação mútua, compromisso com a
agenda do curso, união, celular em silencioso, caso precise atender se retirar
da sala, restringir rede social aos intervalos, sigilo, espaço protegido. Caso
não cumpra uma dessas cláusulas o especializando terá que trazer um doce para o
grupo todo.
A
atividade subsequente foi complexa e dinâmica colocando os especializando a
ampliar as possibilidades de conhecimento, um exercício do trabalho reflexivo
sobre metodologia ativa e conservadora com a construção de hipóteses e questões
de aprendizagem.
Ideias
Forças:
-
A MA é desafiante;
-
A MA gera autonomia, possibilitando criatividade;
-
A MA estimula a busca a solução de problemas;
-
A MA estimula a liderança;
-
Preocupação com o curso por ele ser diferente e exigente;
-
Estimula a organização do tempo e dos estudos.
Problemas
-
A MT limita a liberdade de expressão do a-luno;
-
Falta de Conhecimento da metodologia ativa;
-
A falta de contato com a MA durante a vida acadêmica anterior;
-
A desorganização do tempo prejudica o desenvolver da MA.
Hipótese
-A
MT trata o aluno como um ser sem conhecimento prévio;
-
As instituições de ensino trabalham com a MT, devido ser mais conveniente;
-
Não é conveniente para o sistema político a expressão de um pensamento critico
que foi estimulado pela metodologia ativa;
-
A MA estimula a busca de conhecimentos;
-
A MA faz você sair da zona de conforto;
-
A MA é diferente e exigente (tempo/criatividade)
Questionamento
de Aprendizagem
Qual a origem da MA, suas características,
aplicabilidade e vantagens em relação a MT? É a melhor opção? Fazer uma síntese
reflexiva
O
último exercício foi “Como fazer e receber críticas” estabelecido alguns
critérios para retorno efetivo, a parti daí pontuamos de acordo com o nível de
prioridade que concordamos.
SÍNTESE REFLEXIVA METODOLOGIA ATIVAS DE
APRENDIZAGEM
As metodologias tradicionais de
ensino-aprendizagem estão ficando cada vez mais obsoletas em um mundo marcado
pela diversidade de ideias e pela celeridade e disponibilidade das informações.
Aquele conhecido
modelo estático, mecanicista e reducionista, em que a figura do professor
conduz suas aulas a partir de uma transmissão de teorias das quais os seus
“alunos” (palavra derivada do grego: “sem luz”) são meros receptores passivos.
Mas... o que seria uma Metodologia
Ativa de Ensino Aprendizagem, e em que ela se fundamenta?
As Metodologias
Ativas de Ensino-Aprendizagem (MA) ocorrem quando o aluno “interage com
o assunto em estudo – ouvindo, falando, perguntando, discutindo, fazendo e
ensinando – sendo estimulado a construir o conhecimento ao invés de recebê-lo
de forma passiva do professor. Em um ambiente de aprendizagem ativa, o
professor atua como orientador, supervisor, facilitador do processo de
aprendizagem, e não apenas como fonte única de informação e conhecimento”(conceituação
de E. F. Barbosa, Boletim Técnico do SENAC, 2013).
A base fundamental
das Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem (MA) é justamente a sua
capacidade de estabelecer conexões entre novos e velhos saberes, a partir
reflexões críticas a respeito da própria realidade vivida.
Aprender significa
um processo de mudança na estrutura mental dos sujeitos, caracterizando-se por
ser um ato individual, que ocorre a todo o momento, independente de ser mediado
ou não por um professor. A hegemonia aqui não pertence a um mestre, mas sim à experiência
(REBOUÇAS, 2014, p. 14). Cada um dos sujeitos envolvidos carrega em si uma
história, uma relação pessoal com o presente e projetos de futuros desejados.
Enquanto as
metodologias tradicionais de ensino costumam desconsiderar muitas facetas do potencial
humano para o conhecimento, a MA as explora ao máximo, procurando fazer com que
o aluno se envolva ativamente no processo de aprendizagem, a partir de
leituras, escritas, perguntas, discussões ou mesmo estando ocupado em resolver
problemas e desenvolver projetos. Além disso, segundo Barbosa (Boletim Técnico
do SENAC, 2013), “o aluno deve realizar tarefas mentais de alto nível,
como análise, síntese e avaliação. Nesse sentido, as estratégias que promovem
aprendizagem ativa podem ser definidas como sendo atividades que ocupam o aluno
em fazer alguma coisa e, ao mesmo tempo, o leva a pensar sobre as coisas que
está fazendo”.
Quais as características das Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem?
As Metodologias Ativas de
Ensino-Aprendizagem são marcantes por apresentarem características como:
1.
Despertar curiosidade para o aprendizado;
2.
Favorecer o trabalho em equipe;
3.
Potencializar a autonomia para que os alunos adquiram novos
conhecimentos sem depender de ementas que não condizem com os seus anseios ou
necessidades;
4.
As MAs contribuem com a formação mais holísticas dos sujeitos envolvidos,
caracterizando-se por ser uma grande fomentadora de cidadania;
5.
Respeitando os conhecimentos que os alunos trazem, assim como a sua
história de vida, as MAs possibilitam uma interação mais rica de ideias e
valores;
6.
Cabe salientar, por fim, que estudos científicos garantem que as MAs são
mais eficazes para promover o aprendizado, se comparadas às metodologias
tradicionais.
Quais as habilidades e as competências que precisam ser desenvolvidas
para a compreensão da nova metodologia?
As primeiras
habilidades necessárias para todos aqueles que se deparam com uma MA são: a
abertura para o novo; a flexibilidade no ouvir; a confiança para com os
facilitadores e uma certa entrega para participar das atividades e dinâmicas
que são inerentes à metodologia.
Superar a rigidez das metodologias
tradicionais é, portanto, uma necessidade.
A partir do momento
em que isso ocorre, naturalmente as habilidades e competências necessárias à
compreensão da nova metodologia surgirão.
Cabe enfatizar que
a compreensão da MA não se dá exclusivamente no campo do racional, mas, acima
de tudo, no âmbito de nossas emoções, de nossos afetos. A própria compreensão
sobre o que é a metodologia é algo que demanda um certo tempo de exposição.
SÍNTESE DO EXERCÍCIO DE “COMO FAZER E RECEBER
CRÍTICAS”
A crítica é um instrumento
indispensável não apenas para a convivência humana harmoniosa, mas para o
próprio aprimoramento das pessoas e das organizações.
O curso de Gestão em Vigilância
Sanitária oportunizou um interessante debate sobre o tema, do qual retirei
algumas das principais conclusões:
1. Um dos elementos mais essenciais
ao criticar e ser criticado é ter CUIDADO! O objetivo essencial da crítica é
promover modificações que entendemos positivas para o outro e para a
organização, sem deixar de respeitar suas próprias percepções.
2. O cuidado não deve ser confundido
com o "receio em direcionar críticas", a ponto de limitar o nosso
campo de ação. Todo o conteúdo da crítica será passado, mas de uma forma que
não gere ruídos de comunicação, não magoe aspectos individuais das pessoas e
favoreça a continuidade dos relacionamentos.
3. A AFETIVIDADE é um aspecto
essencial, tanto ao fazer quanto ao receber críticas. Quando falamos em
afetividade não significa necessariamente que devemos guardar laços de amizade
com o outro, pois nem sempre as críticas serão direcionadas a pessoas próximas
a nós. Afetividade significa a capacidade de comunicar os nossos sentimentos
durante as discursões. Aliás, a crítica serve para estimular mudanças que
tornem os ambientes organizacionais mais aprazíveis para todos. A necessidade
de transformações parte também de aspectos emocionais, e por isso eles devem
ser comunicados.
4. OBJETIVIDADE, ESPECIFICIDADE e
DIREÇÃO são expressões bem próximas, mas de todas podemos extrair a seguinte
conclusão: a crítica não pode ser vaga. Deve recair sobre eventos específicos,
fatos mensuráveis. Ao invés de chamarmos alguém de bagunceiro ou desorganizado,
devemos dizer que "ontem percebemos que você deixou os processos fora do
arquivo".
5. Ao mesmo tempo, a crítica deve
estar focada nos aspectos que podem ser transformados para o interesse da
coletividade, não cabendo julgamentos sobre qualidades individuais que não
afetam a convivência ou a produtividade.
6. É preciso manter a ATENÇÃO para
com quem estamos criticando, buscando captar como ele ou ela está recebendo
nossas palavras. Mais que isso, é interessante que busquemos um feed
back do nosso interlocutor, para CONFIRMAR se o que estamos falando
está sendo COMPREENDIDO pelo criticado.
7. Por fim, existe hora certa para criticar. Devemos, portanto, dirigir
nossas críticas nos momentos em que as pessoas encontrem-se mais receptivas. Além
disso, o desempenho que será julgado ainda deve estar em suas mentes, ou seja,
não é recomendável que façamos a crítica muito tempo depois que o fato a ser
criticado tenha passado.
São dicas poderosas, que nos ajudarão a fazer críticas respeitosas e eficazes
para provocar grandes mudanças.
EXPERIÊNCIA
EXITOSA UTILIZANDO A METODOLOGIA ATIVA
Como é tão bom, poder atualizar os
conhecimentos e em seguida coloca-los em prática. Logo após o primeiro encontro
fui convidada para Ministrar aula pela CIES da VI GERES, no Curso Fortalecendo
a Estratégia de Combate às Endemias: Formação de ACS e ACE. Tendo como objetivo
principal fazer a integração dos serviços entre essas duas categorias
profissionais para melhorar o êxitos dos trabalhos de campos nos municípios.
Utilizei a metodologia ativa para realizar
essa capacitação, utilizando os conhecimentos prévios de todos e apenas
aprimorando as atividades. Realizei nesse primeiro momento a capacitação no município
de Buique-PE e Tupanatinga-PE, foi muito produtivo e enriquecedor, mudar
processo de trabalho requer muito requinte, audácia e paciência para poder vê
as coisas acontecerem como previamente estabelecidas. É gratificante quando
podemos estabelecer vínculos operacionais com unidades de trabalho diferenciadas
através do conhecimento de cada ente envolvido.
Foram executados trabalhos de identificação de
território, conhecimento das Arboviroses enquanto doença no processo
saúde-doença da comunidade e finalizando essas 40 horas de produção com a
apresentação dos deveres de cada categoria envolvida no trabalho.
COMPETENCIAS
ADQUIRIDAS
- · Analisa continuamente os diferentes contextos identificando problemas relacionados ao processo de trabalho da Vigilância em Saúde e oportunidades para a melhoria das práticas nos serviços de saúde.
- · Buscar superar, com criatividade e responsabilidade, as limitações de estrutura e recursos, orientando os processos de trabalho da vigilância em saúde pelo interesse coletivo.







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