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4º ENCONTRO PRESENCIAL

4º ENCONTRO PRESENCIAL

 Iniciou o encontro, apresentando o cronograma de distribuição de atividades ao longo dos dias de estudo. Em seguida foi projetado o filme SNOW.

RESUMO DO FILME: SNOW

Em 1854 o bairro de Soho em Londres sofreu o mais sério surto de cólera da cidade na história. John Snow, médico inglês pioneiro em técnicas de anestesia com éter e colofórmio, reuniu meticulosamente dados sobre os casos em seu bairro, mapeando as casas atingidas e relacionando os casos com pessoas que haviam bebido água da fonte de Broad Street. Pela primeira vez alguém utilizava dados e mapas para entender e impedir uma infecção. John Snow basicamente fundou a epidemiologia moderna, indo contra o pensamento corrente na época de que a cólera seria transmitida pelo mau cheiro (teoria do miasma), ao propor que alguma coisa contida nas fezes dos doentes transmitiria a doença quando ingerida junto da água. Isso, claro, antes da idéia de que germes seriam os causadores de doenças infecciosas. Entre ele propor sua teoria em 1849, demonstrá-la diretamente ao fechar a bomba em 1854, e as autoridades londrinas aceitarem sua teoria e impedirem outro surto em 1866, foram quase 20 anos para que suas idéias fossem aceitas. De certa forma, é mais uma história que ilustra como a ciência leva tempo para aceitar novas idéias, e como teorias correntes dificultam este processo. Um pioneiro propondo algo importantíssimo que não foi levado a sério, e depois de aceito acabou revolucionando a maneira como compreendemos uma questão. 
O que não se menciona é que Snow precisou de muito embasamento para sua teoria. Precisou utilizar dados estatísticos sobre o número e local de doentes e mortos, precisou da ajuda do reverendo Henry Whitehead para traçar as condições e hábitos dos moradores locais e precisou mostrar como o poço havia sido contaminado para mostrar que a água podia transmitir cólera. Ele chegou ao ponto de mapear a distância a pé das casas à bomba para explicar locais aparentemente próximos que haviam se salvado, e locais distantes condenados.  Acima de tudo, John Snow teve de mostrar que sua teoria funcionava, e aplicá-la.

FAZENDO O ELO COM A TEORIA

A cólera é uma doença infecciosa aguda causada por uma bactéria, o Vibrio cholerae. Essa bactéria se multiplica rapidamente no intestino e produz uma poderosa toxina que causa intensa diarréia, com perda de fluídos.
A bactéria causadora da cólera é Gram-negativa e tem formato de vírgula ou bastonete e é também conhecida como vibrião colérico. Apenas dois sorotipos produzem a toxina que afetam o intestin o V. cholerea O1 (“clássico” ou “El Tor”) e o V. cholerea O139.

Epidemiologia

A cólera é uma doença de transmissão fecal-oral, portanto, países em desenvolvimento e com políticas sanitárias precárias, são os mais atingidos. Entre 1817 e 1923, a cólera ocasionou 6 pandemias. Regiões como a Índia, América Latina, África e zonas tropicais da Ásia são frequentemente afetadas. Entre os anos de 2008 e 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou um surto de cólera no Zimbábue, com registro de 98.000 casos. Na América do Sul, a primeira epidemia aconteceu em 1991 no Peru. Ainda neste ano, o Brasil registrou 2.103 casos de cólera e 33 mortes. Em 1992, os números aumentaram para 37.572 casos e 462 óbitos. Em 1994, houve 60.044 casos da doença com 650 mortes e em maio de 1994 a OMS divulgou que o Brasil era o país mais afetado do mundo com maior número de casos que El Salvador e Peru. Estima-se que no século XIX, a cólera causou a morte de milhões de pessoas.
Em 2016, a OMS estimou que 3 à 5 milhões de casos de cólera ocorrem a cada ano no mundo. Haveria a cada ano 100.000 à 120.000 mortes por causa da cólera, segundo a OMS.

Causas

As cepas do vibrião colérico que produzem a toxina são a V. cholerea O1 e V. cholerea O139. A toxina produzida pela bactéria é conhecida como enterotoxina colérica que possui duas porções em sua molécula: porção A e B. Essa toxina causa uma alteração nos canais de cloreto das células intestinais, levando à intensa secreção de sódio, cloreto e água. O vibrião colérico não invade as células, permanecendo apenas no lúmen intestinal.

Transmissão cólera

A transmissão é por via fecal-oral e acontece, principalmente, pela ingestão de água e/ou alimentos crus ou mal cozidos contaminados por fezes ou vômitos de doentes. Objetos e utensílios de cozinha também podem ser fontes de transmissão por estarem em contato com água contaminada.
Alguns tipos de alimentos são fontes comuns de transmissão da bactéria causadora da cólera. Dentre eles, destacam-se peixes e frutos do mar, frutas e vegetais crus, grãos e águas de poços e bicas.
Outras formas de transmissão são através de moscas ou manuseio dos alimentos por mãos sujas. Além disso, o contágio pode ser de pessoa a pessoa pelo contato direto.

Grupos de risco

Pessoas que vivem em regiões de abastecimento sanitário precárias, sem medidas básicas de higiene, constituem o principal grupo de risco. Além disso, viajantes que visitem lugares afetados pela doença e sem saneamento básico, como em regiões da África e Índia, podem se contaminar e retornar com a doença para o país, sendo uma fonte de transmissão.
A baixa produção de ácido gástrico (hipocloridria ou acloridria) também contribui para a sobrevivência das bactérias causadoras da cólera. Outro grupo de risco são os pacientes com tipo sanguíneo O. Ainda não se conhecem os fatores responsáveis, entretanto, sabe-se que os pacientes com esse tipo sanguíneo têm 2 vezes mais chances de desenvolverem cólera.

Sintomas

A incubação da bactérica causadora é de cerca de cinco dias. Após esse período, surgem diarréias e vômitos. A cólera varia de sintomas leves até graves diarréias com grandes perdas de líquidos. Nota-se que em numerosas infecções de cólera, as pessoas não apresentam ou têm poucos sintomas (assintomáticas).
Na forma mais leve, que corresponde a cerca de 90% dos casos, as diarréias iniciais são discretas, com vômitos ocasionais. Crianças podem também apresentar febre e, em alguns casos, presença de muco nas fezes e convulsões, além de extremo cansaço, fadiga e desmaios.
Nos casos graves (cerca de 10%), o início é abrupto, com intensas diarréias. A perda de água pode chegar a 20 litros por dia, o que causa desequilíbrio hidroeletrolítico e metabólico. Nessa fase, os sintomas podem ser: sede, rápida perda de peso, taquicardia, pulso rápido e fraco, pressão baixa, fadiga, prostração, dentre outros.
O desequilíbrio eletrolítico e a intensa perda de líquidos causam câimbras musculares e choque hipovolêmico. O choque é uma condição severa e grave na qual o volume de sangue diminui e, com isso, a quantidade de oxigênio fornecida para os tecidos.

Diagnóstico

O diagnóstico normalmente é feito por cultura de amostras de fezes do paciente ou dos suspeitos.
A coleta do material pode ser feita por swab retal ou fecal ou coleta em papel de filtro. Dados clínicos e conhecimento da área da qual o paciente veio também auxiliam na pesquisa, sem necessidade de dados laboratoriais.
Em geral, é aconselhável fazer este diagnóstico em casos isolados de cólera, nos casos de surto este método de diagnóstico não é recomendado, provavelmente porque seria muito caro e vagaroso.
Testes rápidos para identificação da bactéria da cólera estão agora disponíveis de forma a auxiliar os profissionais da saúde diagnostiquem a doença em regiões remotas que não tenham acesso a postos de saúde ou hospitais. O diagnóstico rápido da cólera ajuda a isolar os casos e permite que a doença não se espalhe.

Complicações

Devido à intensa perda de líquidos e sais durante a diarréia, desidratação e diminuição do volume sanguíneo podem acontecer. Quando a desidratação não é corrigida e tratada devidamente, há cianose, esfriamento de extremidades, perdas de sais minerais importantes como o potássio (levando à hipocalemia e arritmia cardíaca), hipoglicemia, colapso periférico, choque hipovolêmico (devido à redução de volume sanguíneo), diminuição da produção de urina, falência renal (normalmente acompanhado de choque), coma e, em certos casos, morte. Pacientes idosos e crianças são os mais afetados pela desidratação.

Tratamento

O tratamento inicial consiste em fornecer ao paciente os líquidos e sais minerais perdidos na diarréia. A reidratação pode ser feita por uma solução oral contendo glicose. A composição recomendada pela Organização Mundial da Saúde é a seguinte (quantidades a serem dissolvidas em 1 litro de água filtrada): Você deve saber que, com a rápida reidratação, a taxa de mortalidade pela cólera é inferior a 1%.
Outra medida, dependendo do grau de desidratação, é a reidratação parenteral com solução de Ringer lactato. Para formas graves da doença, além da reidratação, é necessário antibioticoterapia que, quando iniciada nas primeiras 24 horas da doença, diminui a duração da diarréia e, portanto, a perda de sais e líquidos. Os antibióticos comumente empregados são a tetraciclina, doxiciclina, norfloxacina, ciprofloxacina e furazolidona e seu uso deve ser monitorado por um médico.
Medicamentos antidiarréicos são contra indicados no caso de cólera, uma vez que diminuem os movimentos peristálticos do intestino e propicia a multiplicação do V. cholerae. Existem em farmácias envelopes contendo as quantidades corretas de sais e açúcar para se preparar uma solução de reidratação. O conteúdo do envelope deve ser dissolvido em 1 litro de água fervida, após seu resfriamento e pode ser conservada em geladeira por até 1 dia. No caso de lactentes, a amamentação deve ser mantida. Na maioria dos casos, a recuperação é rápida e a reidratação é suficiente para tratar o paciente. Pesquisas têm mostrado que suplementos contendo o elemento zinco ajudam a diminuir a intensidade e duração das diarréias, sobretudo em crianças.

Dicas

Algumas dicas são úteis quando o paciente está com cólera:
– Ao preparar o soro caseiro, utilize sempre água filtrada ou fervida e, após esfriar, preparar a solução;
– Consuma bastante líquido durante a doença para não sofrer de desidratação. Recomenda-se que o doente comece a ingerir alimentos de 3 a 4 horas após a aceitação do soro caseiro;
– Não consuma antibióticos sem orientação médica. Eles, quando usados inapropriadamente, podem aumentar a resistência do vibrião colérico;
– Não utilize medicamentos contra a diarréia, eles podem piorar o quadro da cólera;
– Procure rapidamente um posto de saúde na suspeita da doença.

Prevenção

Medidas de higiene ajudam a prevenir a cólera. Algumas delas são:
– Beba sempre água potável. Se não possuir, ferva a água e adicione hipoclorito de sódio (distribuído nos postos de saúde), antes do consumo. A OMS recomenda 6 mg de cloro para cada litro de água.
– Lave bem as frutas e vegetais antes de comer.
– Coma alimentos bem cozidos, principalmente verduras e mariscos.
– Descasque frutas e vegetais.
– Evitar o uso de gelo.
– Escove os dentes com água engarrafada.
– Tome precauções com relação a alimentos derivados do leite, como queijos e sorvetes.
– Em regiões endêmicas, evite alimentos crus ou mal cozidos, como sushis.
– Deposite o lixo em lugares adequados.
– Proteja os alimentos depois de cozidos.
– Mantenha bons hábitos de higiene pessoal, como lavar sempre as mãos antes de consumir alimentos, tomar banhos, dentre outros.
– Se você é viajante, verifique sempre as condições sanitárias do local para o qual irá. Esteja sempre preparado.
– Executar várias vezes por dia uma desinfecção, especialmente antes das refeições, com uma loção de hidroalcóolica (contendo álcool 70%).
– A vacina oferece proteção contra a cólera, mas não total. Algumas fontes falam de uma eficiência de até 85% (ver acima em Tratamentos para mais informações). Fale com o seu médico para obter mais informações sobre a vacinação contra a cólera.

CIRCULANDO SABERES:

Foi mostrado como seria o passo a passo do trabalho que seria realizados pelos GAF na construção do PA posteriormente. Nesse momento é apresentado através da equipe do Sirio Libanes, as proposta de como trabalhar cada realidade em separado, foi colocado a priorização dos problemas, classificando com magnitude, transcedencia, interesse e factibilidade e identificando  os atores sociais. Após esse passo, foi distribuído a turma para trabalhar individualmente cada PA.

REUNIÃO EM GAF
Após o circulando saberes, fomos fazer aqueles mesmos movimentos em grupo de trabalho de PA, utilizando as matriz decisória I, presente no livro do PA, onde listamos os problemas já identificados em momentos anteriores, para darmos valores, definirmos interesse e as prioridades.


MATRIZ DECISÓRIA I
PROBLEMAS
VALOR
INTERESSE
NOTAS (0 A 10)
ORDEM DE PRIORIDADE
FALTA DE COMPROMISSO DOS PROFISSIONAIS

ALTO


+++++

9+10+8+9+8 = 44

FALTA DE REGISTRO NO SERVIÇO

MÉDIO


+++++

7+8+8+7+8 = 38

AÇÕES DE VIGILÂNCIA NÃO REALIZADAS NOS PRAZOS PELO MUNICIPIO

MÉDIO

+++++

9+8+8+7+8 = 40

FALTA DE INTEGRAÇÃO  DA REDE COM A VIGILÂNCIA EM SAÚDE

ALTO


+++++

9+9+9+9+9 = 45

INEFICIÊNCIA DAS CAPACITAÇÕES DOS PROFISSIONAIS DA REDE


ALTO

+++++


10+9+9+9+10 = 47



Após esse momento de muita discussão para se chegar ao problema principal que ficou definido como INEFICIENCIA DAS CAPACITAÇÕES DOS PROFISSIONAIS DA REDE, fomos fazer a matriz de identificação dos atores sociais envolvidos nesse processo



MATRIZ DE MAPEAMENTO DE ATORES SOCIAIS
PROBLEMA PRIORIZADO: INEFICIÊNCIA DAS CAPACITAÇÕES DOS PROFISSIONAIS DA REDE
ATORES SOCIAIS
VALOR
INTERESSE

SECRETARIOS DE SAÚDE MUNICIPAIS DA REGIONAL


ALTO


+

COORDENADOR DE ATENÇÃO À SAÚDE DA REGIONAL


ALTO


+

COORDENADOR DE ATENÇÃO À SAÚDE MUNICIPAL


ALTO

+

COORDENADOR DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DA REGIONAL


ALTO

+

COORDENADOR DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE MUNICIPAL


ALTO

+

COORDENADOR DO NASF


ALTO

+


COORDENADOR DA MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE


ALTO

+

PROFISSIONAIS DA REDE

ALTO


0

GERENTE DA GERES


ALTO

+


 OT3 ELABORANDO UM RELATÓRIO TÉCNICO DO SURTO DE TUBERCULOSE NO PRESIDEO DE PEDRAS ROLADAS.

Essa atividade foi realiza em Grupo Afinidade Diversidade, onde já trabalhamos com nomeação de chocolates e cada grupo fez sua exposição de como fazer e para contemplar: contexto de ocorrência do agravo, objetivos, métodos de apresentação de resultados (variáveis de tempo, lugar e pessoa) e medidas de prevenção e controle baseadas no contexto do agravo e em evidencia epidemiológicas.
GRUPO BATON: apresentou a ocorrência, falando de como é a investigação do surto. Criaram um passo-a-passo com as equipes trazendo (1. Planejamento de trabalho de campo; 2. Rastreio e confirmação de diagnóstico da doença; 3. Confirmação do surto e sua caracterização, mostrando o tempo, lugar e a pessoa. 4. Fala da curva epidêmica através da análise parcial; 5. Analise parcial; 6. Busca de casos; 7. Analise final; 8. Relatorio final; 9. Divulgação).

GRUPO LOLLO: Fez a introdução falando do que ia fazer. Na introdução caracteriza a doença e o contexto, fazendo a definição de caso fechado. Apresenta os objetivos da investigação. Fala da metodologia de como foi calculado os dados, apresenta os dados através de taxas.

GRUPO SERENATA: Utilizou apenas o noticiário, fez uma caracterização básica, apresentou o contexto da ocorrência, objetivo foi confirmar o surto  e apresentou medidas de controle.

GRUPO DIAMANTE NEGRO: contextualizou o local e o objetivo da investigação. Apresentou o caso redigido pelos jornais. Métodos utilizados na identificação ds casos. No relatório apresentou os resultados encontrados, medidas de prevenção e controle. Finalizando com as ações a serem realizadas.

GRUPO CHOKITO:
Este documento, elaborado pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de Pólis, tem como objetivo descrever o surto de tuberculose ocorrido em março de 2014, no Presídio de Pedras Roladas, apresentar as possíveis causas e recomendar medidas de solução imediata do problema e ações para curto, médio e longo prazo.
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa de notificação compulsória, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis por via respiratória, transmitida de pessoa a pessoa ao espirrar, tossir ou falar com o doente de tuberculose. Ambientes fechados e mal ventilados favorecem a transmissão da doença. Apesar de, quando tratada adequadamente, a tuberculose ter cura, ainda representa um grave problema de saúde pública.
O Presídio fica localizado na Região Norte da cidade de Pólis, com uma população carcerária de 500 detentos, embora a capacidade instalada seja de 450 detentos. Vale ressaltar a preocupação da equipe com a aglomeração excessiva, más condições de higiene do local, e a possibilidade de pulverização dos casos para outros municípios próximos através dos familiares, uma vez que o surto ocorreu em presídio de grande porte, com detentos de diversas cidades vizinhas.
A investigação epidemiológica do surto foi iniciada após as primeiras notificações realizadas pela Coordenação de Saúde Prisional, conforme as medidas preconizadas pelo Guia de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, como definição de caso suspeito através de critérios clínico-epidemiológicos, busca ativa dos comunicantes, e realização de baciloscopia para todos os detentos e familiares e isolamento de todos os presos sintomáticos, enquanto investigava as causas do surto.
O Hospital Universitário de Estagira foi a referência de internação, ficando 5 doentes internados em ala exclusiva para tal atendimento. Foram distribuídas luvas e máscaras para todos os funcionários do presídio. As visitas não foram proibidas, no entanto, grávidas e crianças foram orientadas a evitá-las.
Dos 500 detentos do Presídio, 375 realizaram exames, sendo 350 assintomáticos e apenas 25 apresentavam sintomas sugestivos de tuberculose, destes, cinco tiveram diagnóstico confirmado para a doença, e os outros 20 ainda aguardavam resultados. Cabe destacar que 125 ainda não realizaram exames.
Após estas medidas emergenciais, foram acionadas as demais vigilâncias (sanitária e saúde do trabalhador), com a participação da equipe do presídio para a elaboração de estratégias de ação para enfrentamento do surto.
Foram definidas ações imediatas e de curto, médio e longo prazo, conforme descrição abaixo:


·         Ações Imediatas (Resposta Oportuna):
·         Acionar Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Saúde do Trabalhador para ação conjunta no local e realização de diagnóstico com produção de relatório conjunto posterior;
·         Acionar a Rede de Atenção Básica para realização de baciloscopia e teste rápido;
·         Verificar junto ao serviço médico do presídio a situação epidemiológica – incidência e prevalência da doença em questão (Tuberculose) e casos de  DST/ HIV – pacientes imunodeprimidos.


    Definir prioridades:
·         Consultar sistema de informações oficiais (SINAN, SIM, SIH...)
·         Visita aos pacientes isolados e fazer teste rápido para HIV e identificar os comunicantes do paciente, inclusive dos que foram a óbito;
·         Fazer o isolamento respiratório dos 20 presos sintomáticos no aguardo de resultado de exames e trabalhadores;
·         Encaminhar trabalhadores para exames.
·         Acionar a equipe de assistência para definir a terapêutica dos pacientes sintomáticos que estão em aguardo de resultados de exames.
·         Recomendar 15 dias de suspensão na visitação;
·         Tratar os sintomáticos, e dar continuidade ao tratamento supervisionado dentro da instituição;
·         Realizar exames em todos os funcionários;
·         Triar os trabalhadores para identificar possíveis sintomáticos;
·         Notificar os casos;
·          Os trabalhadores sintomáticos serão encaminhados para o Hospital de referência Estagira;

    Ações de Curto, Médio e Longo Prazo
·          Monitorar os que estão em tratamento para que não haja abandono;
·         Realizar inspeção nos ambientes e processos de trabalho conforme a legislação vigente considerando as recomendações necessárias para a melhoria da saúde e segurança do trabalhador;
·         Realizar vacinação de doenças imunopreveníveis conforme calendário vacinal do adulto;
·         Implantação de estratégias educativas para prevenir novos casos de Tuberculose;
·         Eleger presidiários para serem agentes multiplicadores de informação e de identificação de sintomáticos respiratórios, abandono e recidiva de tratamento;
·         Adequar as informações contidas nos veículos de comunicação (folheto informa não transmissibilidade por utensílios);
·         Realizar e divulgar estudos epidemiológicos para planejamento de ações;
·         Atualizar as equipes de saúde para o combate da tuberculose no município;
·         Garantir recebimento de cesta básica pelos pacientes de modo a incentivar a adesão ao tratamento;
·         Implantar um serviço ambulatorial no presídio;
·         Realizar mapeamento da doença (diagrama de controle) a partir da busca ativa de indivíduos sintomáticos respiratórios no município;
·         Criar do Plano de Contingência para eventos inusitados.


SINTESE REFLEXIVA SOBRE SURTO E RELATORIO DE INVESTIGAÇÃO

            Na investigação de surto o relatório final e peça fundamental para fechar o evento em questão, pois lá conterá dados de tudo como foi feito com evidencia cientifica e detalhada, onde consegue-se identificar alguns pontos chaves para posterior trabalho de promoção a saúde numa determinada localidade. Os manuais de investigação de surto, seguem uma linha completa e que é ordenada pela tríade da epidemiologia. Abaixo descrevo, baseado cientificamento no manual de epidemiologia do estado de São Paulo, achei o mais completo para retratar o cenário em questão.
Objetivos - Fornecer conceitos básicos que subsidiem as equipes locais de vigilância epidemiológica em reconhecer precocemente surtos, investigar e tomar medidas oportunas de controle e prevenção. - promover a compreensão da importância e razões de se investigar surtos; - capacitar o profissional em: 1) reconhecer e confirmar a existência de um surto ou de epidemia; 2) conhecer os passos de uma investigação; 3) descrever o surto em tempo, lugar e pessoas; 4) gerar hipóteses plausíveis que expliquem o surto; 5) estar apto para decidir e delinear o tipo de estudo analítico a ser conduzido na investigação; 6) identificar o problema e tomar medidas adequadas de controle e prevenção; 7) elaborar relatório de encerramento da investigação e divulgar os resultados.
Todos esses passos estão contidos no Relatório final de um surto.

OT4– ESTABELECENDO O FLUXO DE ATENÇÃO E VIGILÂNCIA

Município: Arcoverde

Atores envolvidos: UBSF, HOSPITAL, POLICLINICA, UPA DIA, UPA E, CTA COAS, CAPS AD, CAPS 2, UNIDADE PRISIONAL, ABRIGOS.


POTENCIALIDADES:
- Descentralização dos testes;
- notificação dos casos identificados;
- tratamento disponível;
- equipes capacitadas;
- Muitas unidades notificadoras.

FRAGILIDADES
- Tratamento inadequado;
- Pouca adesão à realização do tratamento nas unidades
- Completitude das fichas de notificação


SÍNESE REFLEXIVA DO FILME: MUITO ALÉM DO PESO




O documentário é utilizado como um alerta ao alto e precoce consumo de açúcar, além dos hábitos alimentares menos saudáveis. A falta de informação dos pais, o malefício que as propagandas geram e a predisposição das novas gerações de serem ainda mais obesas são apontados como fatores prejudiciais à saúde dos pequenos.
Estas novas gerações já nascem em uma realidade onde o ritmo de vida é acelerado e a preferência por uma alimentação mais rápida é maior, e isso acontece sem que sejam considerados os efeitos colaterais que tais hábitos podem gerar. Mas estes não são os únicos pontos que são explorados por Estela. Ela reúne uma série de entrevistas com médicos, especialistas, tanto brasileiros quanto estrangeiros, avaliando as consequências do sobrepeso infantil e quais são as origens sociais e econômicas deste fenômeno. No longa a diretora ainda compara o contexto brasileiro com o internacional, mostrando como a doença pode ganhar novos contornos em áreas diferentes.

Omissão

As empresas que produzem os alimentos e bebidas industrializados são apontadas no documentário como grandes vilãs da história toda, principalmente por conta das acusações de omissão de informações importantes ao consumidor, para manter a atratividade do produto em função das campanhas publicitárias voltada às crianças. O filme utiliza referências do chef inglês Jamie Oliver em seu documentário Jamie’s Oliver Revolution para também embasar seus apontamentos, mas o maior foco é nas crianças que são acompanhadas: elas mostram seus hábitos alimentares e, infelizmente, os problemas de saúde que carregam em função dos hábitos irregulares de alimentação. Para se ter uma ideia, de acordo com o filme 33% das crianças brasileiras são obesas, número que atualmente aumentou em 0,5 %. Em adolescentes, o quantitativo é de 20,5%. Este dado é preocupante, visto que a expectativa de vida tende a diminuir com essa realidade. Algumas grandes empresas até agiram em relação ao assunto, mas a atratividade por um sanduíche é muito maior e mais estimulada do que um pacotinho com fatias de maçã. É preciso repensar toda uma estrutura e todo um sistema. Com o advento da alimentação saudável e da vida fitness é possível que vejamos alguma mudança maior nos próximos anos, mas enquanto isso não acontece, vamos estimular em cada um de nós, principalmente em nossas crianças, um hábito mais saudável de vida. Não é que precise parar de consumir, só é preciso fazê-lo conscientemente e aliado a outras práticas saudáveis de vida, principalmente os esportes. 
COMPARTILHANDO A VIAGEM – NOVA SÍNTESE
Foi solicitado que retratasse em apenas uma palavra o sentimento do filme SNOW e compartilhasse essa ideia com os demais alunos. Cada componente do grupo colocou e explicou, a minha palavra foi COMPETÊNCIA, após todo o relatório do filme e reflexão, o médico era muito competente para conseguir aquele feito naquela época junto as autoridades que parecia não entender de nada.

Quanto ao filme ALÉM DO PESO, minha palavra de escolha foi DESORGANIZAÇÃO, o filme relata  o tempo todo a desorganização familiar quanto a alimentação da família, quanto a indústria influencia nas decisões do consumo e mostrando uma facilidade que perpetua até os dias atuais.

COMPETÊNCIA ADIQUIRIDAS
·         DIMENSIONA E AVALIA A ESTRUTURA E OS RECURSOS DISPOSNIVEIS NOS SERVIÇOS PARA  O DESENVOLVIMENTO DAS PRÁTICAS DE VIGILÂNCIA, IDENTIFICADO AS SITUAÇÕES PRIORITÁRIAS A SEREM ENFRENTADAS PARA A PROMOÇÃO DA INTEGRALIDADE EM SAÚDE.
Adquiri essa competência através das analise vivenciadas pelo cine viagem e com a construção dos fluxos de vigilância no OT 3 e OT 4.
·         PLANEJA E PACTUA O PLANO DE TRABALHO SEGUNDO AS PRIORIDADES ORIENTADAS PELO PERFIL EPIDEMIOLOGICO, CONSIDERANDO O PERMANENTE DIALAGO ENTRE OS ESPAÇOS PARTICULARES A SEREM ENFRENTADOS SOCIAL E A CONJUNTURA POLITICO-INSTITUCIONAL.

Adquiri essa competência com a questão do surto de tuberculose e a analise técnica da ocorrência, a qual a seu final tem que traçar um plano de ação para não ocorrência do evento mais vezes com esses atores envolvidos.

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VIGILÂNCIA EM SAÚDE

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