3º ENCONTRO PRESENCIAL
Foi acordado também que
esse encontro seria apenas em 2 dias e entraríamos na noite para terminar os
trabalhos.
1º DIA
Na manhã do dia 31 de maio deu-se inicio aos trabalhos com a
apresetação do cronograma do dia.
8 – 11h OTPA2
11 – 11:30h
FILME SNOW
14 – 17:30h TBL
18 – 21h TBL
Em seguida colocaram um
vídeo que nessa modalidade é conhecido como Circulando Saberes que mostraria
aos especializando as etapas seguintes que seria usado no trabalho daquela
manhã. O circulando saberes falava sobre o planejamento estratégico na saúde de
uma cidade fictícia de POLIS, onde um grupo de profissionais identificaram e discutiram os problemas existentes na rede
de atenção a saúde, através da identificação dos macroproblemas e objetivos
para eles. Para essa atividade a conformação de trabalho seria diferente seria
em GAF: grupo do projeto aplicativo. O que fosse construído naquela manhã seria
enviado por email para que os facilitadores avaliassem. Esse grupo foi divido
por região de saúde.
Começaram-se os trabalhos cada GAF em uma sala e os facilitadores
se dividiram para dar suporte a todo mundo.
TR 1: PROCESSO E PRODUTO DO PROJETO APLICATIVO
Foi realizado uma leitura prévia do
caderno de Projeto Aplicativo do Sírio, o qual nos apresentava o processo de
construção inicial do PA nos referenciando a leitura de algumas literaturas, me
chamou atenção quando o texto coloca uma frase de Paulo Freire que diz: “ensinar exige compreender que a educação é
uma forma de intervenção no mundo”, realmente temos que fazer essa leitura de
mundo para poder entender a vivencia do dia-a-dia.
Quando se fala em construção,
processo de trabalho e planejamento, temos como base Matus, que em suas
palavras diz: que o processo de construção, uma das principais capacidades a
serem desenvolvidas é a do pensamento/raciocínio estratégico, como forma de
“sermos condutores do nosso próprio futuro.”
Depois passamos a falar do PA propriamente
dita, que o diferencia de pesquisa, pois o mesmo prioriza a sistematização de
uma intervenção da realidade concreta. A qual possui características próprias
para produzir bens ou serviços com o objetivo de modificar uma situação
problemática. Para construção efetiva do PA devemos seguir uma metodologia
especifica, onde seguiremos tais passos: observação da realidade (problema),
pontos-chaves, teorização, hipótese de solução, aplicação à realidade. Em
seguida conhecemos os elementos estruturantes do produto da PA.
Produtos da PA:
CONTEXTO: descrição e reflexão sobre
as condições do contexto no qual será desenvolvido o PA.
A VI GERES - ARCOVERDE integra
a Macrorregião de Saúde 3 – Sertão com sede em Serra Talhada e está conformada
em duas Microrregiões de Saúde: a X Microrregião de Saúde com sede em
Arcoverde, comporta além da sede, os municípios de Buíque, Custódia, Ibimirim,
Pedra, Sertânia, Tupanatinga e Venturosa; e a XI Microrregião de Saúde com sede
em Petrolândia, incluindo os municípios de Inajá, Jatobá, Manari e Tacaratu.
Sua área territorial cobre 13.706,1 km².
Municipios de Abrangência:
PIRÂMIDE POPULACIONAL DA VI GERES
Tabela: Distribuição da População dos
Municípios da VI Região de Saúde.
Pernambuco, 2008 - 2013.
Municípios
|
2008
|
2009
|
2010
|
2011
|
2012
|
2013
|
Arcoverde
|
67.458
|
67.999
|
68.793
|
69.346
|
69.880
|
72.102
|
Buíque
|
52.466
|
53.274
|
52.105
|
52.715
|
53.304
|
55.268
|
Custódia
|
33.537
|
33.874
|
33.855
|
34.154
|
34.442
|
35.574
|
Ibimirim
|
28.605
|
29.017
|
26.954
|
27.155
|
27.349
|
28.197
|
Inajá
|
14.605
|
14.732
|
19.081
|
19.527
|
19.957
|
21.003
|
Jatobá
|
14.342
|
14.452
|
13.963
|
14.026
|
14.087
|
14.464
|
Manari
|
17.639
|
18.094
|
18.083
|
18.472
|
18.847
|
19.788
|
Pedra
|
20.754
|
20.789
|
20.944
|
20.998
|
21.050
|
21.558
|
Petrolândia
|
32.105
|
32.568
|
32.492
|
32.889
|
33.273
|
34.523
|
Sertânia
|
35.546
|
35.918
|
33.787
|
33.951
|
34.109
|
35.042
|
Tacaratu
|
21.770
|
22.232
|
22.068
|
22.450
|
22.819
|
23.833
|
Tupanatinga
|
19.207
|
19.024
|
24.425
|
24.704
|
24.973
|
25.882
|
Venturosa
|
16.417
|
16.705
|
16.052
|
16.251
|
16.823
|
17.455
|
Total
|
374.451
|
378.678
|
382.602
|
386.638
|
390.913
|
404.689
|
Fonte:
IBGE, Censos (2010) e Estimativas (2008-2009-2011-2012 e 2013).
PRINCIPAIS ATIVIDADES
ECONÔMICAS
Segundo a Agência Estadual
de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – CONDEPE/FIDEN, os municípios da VI
GERES – Arcoverde estão incluídos na Região de Desenvolvimento do Moxotó cuja
economia é baseada na agropecuária. Nas atividades pastoris, a bovinocultura e
a caprinocultura recebem destaque. As áreas rurais apresentam uma atividade
agrícola mais diversificada onde, além da cana-de-açúcar, predomina a produção
de frutas. As lavouras de subsistência e do algodão também têm grande
importância na economia da região.
Os municípios de Tacaratu, Jatobá e
Petrolândia têm como principais atividades econômicas a agricultura, a pecuária
e o comércio e mais ultimamente a indústria e o turismo devido à bacia do Rio
São Francisco, também se destaca na região a economia voltada principalmente ao
artesanato e à indústria têxtil, sendo conhecida internacionalmente pela
produção de redes. O bioma local de toda a região é o da Caatinga.
Na região predomina o Clima do
Semiárido Pernambucano, com baixa umidade do ar, chuvas escassas e mal
distribuídas ao longo do ano e altas temperaturas. A umidade relativa do ar
varia entre 50% e 90% em algumas épocas do ano. As chuvas são escassas e mal
distribuídas, com os meses de janeiro a março como os mais chuvosos, e de
agosto a dezembro como os mais secos onde se percebe as mais altas
temperaturas.
O
IDH, índice que mede a qualidade de vida baseado em renda, longevidade e
educação varia entre 0,467 no município de Manari e 0,708 no município de
Arcoverde, sendo o da Região de 0,608, enquanto o Estado tem 0,705 e o Brasil
possui 0,766, confirmando a necessidade de políticas públicas voltadas ao
desenvolvimento da região, bem como investimentos que visem melhorar a
qualidade de vida de sua população.
ESTRUTURA DO SISTEMA DE SAÚDE
ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE E SERVIÇOS
Demonstraremos nas tabelas seguintes a
Estrutura do sistema de Saúde da VI GERES – com os tipos de estabelecimentos
por natureza, distribuição de leitos, os serviços oferecidos e os profissionais
que faz parte dos serviços da regional.
Tipo de Estabelecimento
|
Público
|
Privado
|
Filantrópico
|
Total
|
ACADEMIA DA SAÚDE
|
12
|
0
|
0
|
12
|
CENTRAL DE REGUALAÇÃO
|
1
|
0
|
0
|
1
|
CENTRO DE APOIO A SAÚDE DA FAMÍLIA-CASF
|
8
|
0
|
0
|
8
|
CENTRO DE ATENÇÃO HEMOTERÁPICA E/OU
HEMATOLÓGICA
|
1
|
0
|
0
|
1
|
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL-CAPS
|
6
|
0
|
0
|
6
|
CENTRO DE SAUDE/UNIDADE BASICA DE SAUDE
|
118
|
0
|
1
|
119
|
CLINICA ESPECIALIZADA/AMBULATORIO
ESPECIALIZADO
|
11
|
27
|
3
|
41
|
CONSULTORIO
|
0
|
31
|
0
|
31
|
HOSPITAL GERAL
|
4
|
3
|
1
|
8
|
POLICLINICA
|
2
|
2
|
0
|
4
|
POSTO DE SAUDE
|
28
|
1
|
0
|
29
|
SECRETARIA DE SAUDE
|
14
|
0
|
0
|
14
|
UNIDADE DE ATENÇÃO À SAÚDE INDÍGENA
|
14
|
0
|
0
|
14
|
UNIDADE DE SERVICO DE APOIO DE DIAGNOSE E
TERAPIA
|
2
|
25
|
0
|
27
|
UNIDADE DE VIGILANCIA EM SAUDE
|
1
|
0
|
0
|
1
|
UNIDADE MISTA
|
9
|
0
|
1
|
10
|
UNIDADE MOVEL TERRESTRE
|
4
|
1
|
0
|
5
|
Total
|
235
|
90
|
6
|
331
|
TR2 – IDENTIFICANDO OS PROBLEMAS
Nesse momento cada integrante do GAF
teria que colocar na tarjeta três problemas identificados em sua realidade de
trabalho e em seguida colocar no quadro, para fazer as associações devidas e
explicações.
- Baixa assistência pré-natal
- Aumento dos casos de diarreia
- Falta de compromisso com as ações
- Baixa identificação de Sifilis
- Falta de notificação pelo laboratório
- Falta de transporte
- Subnotificação dos casos
- Falta de registro no serviço
- Insuficiência das ações realizadas
- Deficiência na busca de sífilis
- Impossibilidade do envio de amostra dentro do prazo
- Deficiência na troca de informação
- Falta de interesse profissional
- Falta de compromisso dos profissionais
- Não cumprimento de prazos
- Não realização do tratamento de sifilis
- Falta de compromisso profissional para fazer a calibragem das maquinas no laboratório
- Falta de compromisso
Depois de expor
todas as idéias foram feito os movimentos de agrupamento das coisas que se
equivalem explicando cada uma delas. Teve-se duvida quanto ao problema 5 que a
pessoa que colocou que deveria ser notificado no ato da realização do exame,
mais na sua realidade eles não tinham autonomia para fazer essa notificação. Em
seguida endagou-se o problema 7 o qual também foi explicado pois o fluxo de
notificação estava errado, por isso as notificações não ocorriam como se
deveria. Depois dessas discussão o quadro de problemas ficou o seguinte:
- As ações de vigilância não realizadas nos prazos pelo município
- Falha de registro no serviço
- Comprimento de prazos
- Ausencia de autonomia para notificação por parte dos laboratórios
- Falta de transporte para as ações de vigilância
- Subnotificação de casos na atenção básica
- Falta de busca ativa de sifilis
- Impossibilidade do envio de amostras dentro do prazo
- Deficiencia na troca de informações da rede com a vigilância em saúde
- Falta de compromisso dos profissionais
Após esse
movimento, aconteceu mais outros movimentos exemplificando cada um deles,
tirando dúvidas e chegando ao produto final de encontrar o macroproblema.
Ficaram os problemas abaixo listados:
- Falta de compromisso profissional
- Falta de registros no serviço
- As ações não realizadas nos prazos pelos municípios
- Falta de integração da rede com a vigilância em saúde
MACROPROBLEMA:
Ineficiência das capacitações dos profissionais da Rede
2º CIRCULANDO SABERES – VÍDEO
Continua o processo de aprendizagem.
Pensamento estratégico em Saúde, composição de equipe técnica e que todos
tenham desejos comuns de mudança. Diferentes atores identificando realidades.
Opções metodológicas diferentes para se fazer análise de saúde. Exemplifica
como formular problemas: cuidado em buscar a compreensão de todos os
integrantes e conseguir contemplar todas as colocações. Cada pessoa explicou o
que tinha feito adequadamente, trazendo o problema. Escrever na tajeta com
letra de forma legível. Agrupamento de problemas é identificar a singularidade
que se envolve um com o outro, tendo o mesmo sentido com as mesmas dimensões. A
leitura do foco e da perspectiva do ambiente que está inserido. Elemento
primordial do planejamento, olhar para o contexto e fazer a analise situacional
da realidade.
TBL 3: “COMPREENDENDO A COMPLEXIDADE DO PERFIL EPIDEMIOLOGICO EM
POLIS”
Neste momento foi distribuído um texto para ser lido e respondido
individualmente e depois coletivamente com a Equipe diversidade. Que após as
resposta iriamos confrontar com as resposta do especialista na plataforma do
curso, fazendo comparações plausíveis.
O texto traz em seu contexto uma apresentação do Perfil
Epidemiológica de Polis, fala da transição epidemiológica, das principais
causas de mortes, as taxas de mortalidade infantil e a respeito dos indicadores
de morbidade. Após essa analise foram feitas quatro indagações que seriam
respondidas por nós individualmente, logo após pela equipe diversidade e
comparadas com as do especialista. Tais indagações: 1 – De acordo com o perfil
epidemiológico de polis como se reflete a complexidade do cenário?; 2- Qual a
estratégia precisaria ser adotada no sistema de vigilância em saúde para
enfrentar os cenários epidemiológicos?; Que ação você priorizaria para
enfrentar a elevada taxa de mortalidade materna?; Qual o critério
epidemiológico foi usado para priorizar a sífilis congênita na tomada de
decisão?
Para primeira indagação respondi a
letra D (as doenças e agravos mais relevantes são determinadas por fatores
ambientais e sociais, o que condiz com a resposta do grupo e da especialista
também. Na segunda coloquei participação da comunidade e descentralização, pois
é essencial em qualquer organização de saúde, o grupo respondeu o conhecimento
do território e o uso de tecnologias inovadoras, o que destoou da especialista
que coloca competência técnica e sistemas de informação integrados, segundo ela
vai ser mais fácil para utilizar através de um raciocínio epidemiológico
estruturado. Na terceira respondi qualificação das equipes de atenção básica,
pois todos estão envolvidos nesse critério, o qual foi pensamento do grupo
todo, já na visão da especialista deve-se capacitar os médicos e enfermeiros
obstétricos, o que não concordo para o momento da vivencia colocada. Na quarta
indagação respondi transcendência do problema, possibilidade do problema para
mais longe e o grupo concordou com as colocações, já especialista coloca a
eficiência das medidas de controle porque são altamente eficientes com baixo
custo.
Resumindo a fala da especialista: atenção básica ter conhecimento
básico de vigilância para poder fazer valer as ações, pois a vigilância é um do
componentes da estruturação da rede. Positividade de atuar intersetorialmente,
de como fazer a vigilância ser articulada. Acompanhar os boletins
epidemiológicos e acompanhar a página da vigilância em saúde.
OT de Aplicação do TBL 3
Neste momento foi explicado pelos facilitadores que através dos
textos distribuídos, deveríamos identificar os passos de enfrentamento de um
surto, fazendo comparações entre os grupos de trabalho.
Semelhanças das apresentações:
O que foi
unanime em todas as apresentações:
·
Definição de surto;
·
Confirmação do surto;
·
Hipóteses para ocorrência de
surto;
·
Medidas de controle
Diferenças entre as apresentações:
·
Um dos grupos apresentou os
calculo dos possíveis casos pela população prisional para identificar se os
casos já eram esperados ou era surto mesmo.
·
Um grupo apresentou as
características segundo a epidemiologia descritiva como colocado no protocolo
·
Um grupo apresentou o passo a
passo completo da investigação de campo de um surto.
SÍNTESE OT de Aplicação do TBL 3
1º PASSO: Definição de Surto
“Considera-se surto ou evento inusitado a saúde pública, quando há um aumento,
acima do esperado, na ocorrência de casos de uma determinada doença ou evento,
em uma determinada área ou entre um grupo específico de pessoas num determinado
período de tempo.”
2º PASSO: Identificação de Surto
Foi calculada a estimativa diante do numero de população privada de
liberdade naquele presidio, diante das estimativas do ministério da saúde.
3º PASSO: Preparação do Trabalho de Campo
Mandar oficio para unidade prisional para solicitar escolta e a
permissão para a entrada dos profissionais para realizar a investigação,
Solicitação de transporte para equipe;
Adiquirir EPI para o trabalho de campo;
Adquirir insumos para coleta dos casos suspeitos.
4º PASSO: IDENTIFICAR OS CASOS
Estabelecer uma planilha de registros dos casos suspeitos, ou utilizar
os livros do Ministério da Saúde para
identificação e acompanhamento dos casos.
5º PASSO: CONFIRMAÇÃO DE DIAGNÓSTICO
Através da realização do exames dos sintomáticos e confirmação
laboratorial para inicio de tratamento.
6º PASSO: HIPOTESES PARA OCORRÊNCIA DO SURTO
Aglomerado populacional, não realização sistemática de triagem, más
condições de higiene e alimentação, ambientes fechados.
7º PASSO: MEDIDAS DE CONTROLE
Busca ativa dos sintomáticos respiratórios, promover ações de promoção
a saúde, monitoramento dos indicadores, isolamento dos casos suspeitos até
provável confirmação e Educação em saúde.
8º PASSO: PREENCHIMENTO DOS IMPRESSOS PRÓPRIOS
DE SURTO E DIGITAÇÃO NO SISTEMA DE INFORMAÇÃO
É de fundamental importância esse passo, para estatísticas e acompanhamento
para que não aconteça mais.
Abaixo segue a ficha que deve ser preenchida em caso de surtos para
alimentar os sistemas de informação.
2º DIA
SITUAÇÃO PROBLEMA 2 -
“AVISO CIRCULAR”
Foi uma atividade realizada em Grupo Diversidade, onde o texto
falava de uma reunião com os profissionais de saúde de uma cidade fictícia, um
dialogo entre o medico e a enfermeira de uma unidade de saúde, para que através
daquele contexto formulássemos uma pergunta norte para solucionar o problema
identificado com base na literatura.
PROBLEMAS:
- Possibilidade da entrada de um problema/doença que estava erradicado;
- Dificuldade para realizar busca ativa para vacinar;
- Reuniões sem produtividade / resolutividade;
- Falta de interação da vigilância com a atenção básica;
- Baixa cobertura vacinal;
- Falta de interesse para participar de reuniões.
HIPOTESES:
- Protocolos vacinais não padronizados em todo o país; vacinação inadequada e rede de frios ineficiente, alto fluxo de pessoas não imunizadas entre países.
- Falta de compromisso e responsabilidade sanitária dos profissionais; falta de gerenciamento de transportes
- Dificuldade de planejamento de metodologia adequada
- Briga de Ego
- Falta de registro; desconhecimento da ferramenta, falta de conhecimento, falta de insumos.
- Falta de empatia, falta de cobrança do gestor.
QUESTÕES APRENDIZAGEM
11.Como motivar os profissionais
para o planejamento e enfrentamento de doenças imunopreviniveis de forma
integralizada com todos os setores envolvidos?
Criar um ambiente onde as pessoas possam se sentir bem com a
gerência, com elas mesmas e entre seus colegas de trabalho, e estar confiantes
na satisfação das próprias necessidades, ao mesmo tempo em que cooperam com o
grupo. As pessoas podem ser motivadas para o bem ou para o mal, fazendo
aparecer o melhor ou o pior do que elas têm. Se as pessoas não estão motivadas
a fazer alguma coisa ou alcançar uma meta, pode-se convencê-las a fazer algo
que elas preferiram não fazer, mas a menos que estejam prontos a assumir as
atitudes e os valores do motivador, os comportamentos não será permanente.
Segundo Davis e Newstron (1991, p. 47), “embora não haja respostas simples para
a questão da motivação um importante ponto de partida reside na compreensão das
necessidades do empregado”.
Dizer às pessoas que se espera que elas façam o melhor significa
que estas são consideradas capazes de alcançar altos padrões sobre os quais
concordam. Segundo Davis e Newstron (1991, p.28), “o resultado de um sistema
eficaz de comportamento organizacional é a motivação que quando
combinada com as habilidades e capacidades do empregado, resulta na
produtividade humana”. Os funcionários precisam saber o que a administração
espera que produzam, e de que maneira. E estes mesmos administradores precisam
saber o que os funcionários esperam que se faça para tornar possível esse
trabalho. Responsabilidades são os resultados que se espera obter nas pessoas
que se está procurando motivar. Se estas pessoas não sabem que resultado está
se esperando delas, certamente não poderão atingi-los. Segundo Weiss (1991, p.
29), “cada pessoa também deve conhecer suas responsabilidades individuais”.
Parte
da motivação de uma pessoa vem do fato de ela saber que tem um papel importante
na organização e que outras pessoas contam com ela. Segundo Weiss, (1991, p.32)
“As pessoas trabalham por recompensas. Essas não precisam ser tangíveis, como
dinheiro. Podem ser intangíveis, como no caso de deixar um funcionário ser
líder de um grupo”. A vontade de trabalhar bem deteriora e as pessoas ficam desmotivadas,
apenas por haver obstáculos em seu caminho, ou se não entendem o que se espera
delas, ou como seu trabalho será avaliado.
Conseguir
o máximo e o melhor dos outros quer dizer que você deve estabelecer padrões
elevados, mas razoáveis, deve reconhecer suas próprias responsabilidades, bem
como a dos empregados, e deve deixar que o empregado pague o preço pelo mal
resultado, ou receba a recompensa pelo sucesso (WEISS, 1991, p. 36).
De
acordo com Matos (1997), os fatores que influem, decisivamente, sobre a
motivação humana são: -Trabalho em grupo; - Reconhecimento, segurança e
integração ao grupo; - Necessidades fisiológicas; - Necessidade de segurança
material; - Necessidades sociais; - Necessidade do ego; - Necessidade de
auto-realização.
O
ambiente das sociedades industriais avançadas nas quais a sobrevivência não
constitui mais a principal motivação para o trabalho está gerando uma nova
atitude face à organização. A capacidade
de liderança de um administrador, quer dizer, sua capacidade de motivar,
dirigir, influenciar e comunicar-se com seus subordinados. Os administradores
só podem liderar se os subordinados estiverem motivados para segui-los.
A
motivação não é a única influência no nível de desempenho de uma pessoa. Dois
outros fatores envolvidos são as capacidades do indivíduo e suas compreensões
dos comportamentos necessários para conseguir um ótimo desempenho; este fator
chama-se percepção do papel. A motivação, as capacidades e as percepções do
papel estão inter-relacionadas. Assim, se qualquer fator for baixo, o nível de
desempenho provavelmente será baixo, mesmo que os outros fatores estejam em
nível elevado.
A
perspectiva do conteúdo no estudo da motivação ressalta a compreensão dos
fatores internos dos indivíduos que fazem com que eles ajam de determinada
maneira. Os indivíduos têm necessidades interiores, que são levados,
pressionados ou motivados a reduzir ou satisfazer. Quer dizer, os indivíduos
agirão para a satisfação de suas necessidades.
As
maneiras pelas quais as necessidades acabam sendo traduzidas em atos variam,
consideravelmente, entre as pessoas. Quem tem uma grande necessidade de
segurança pode “agir com segurança” e evitar aceitar responsabilidades por
temer o fracasso ou a perda do emprego.
22.
Como tornar reuniões resolutivas
com alta adesão dos profissionais?
Para conseguir uma reunião produtiva é importante que todos
estejam preparados e saibam o que esperar. Para tanto, ela deve ser organizada
e a pauta planejada. O líder da reunião deve cuidar para que a pauta seja cumprida
e os integrantes precisam atingir um consenso antes de terminá-la.
Além disso, devem ser facilitadas a democracia e a participação de
todos os membros do grupo, motivando-os a opinar e propor ideias, de modo a
propiciar a comunicação e a tomada de decisões, levando em conta os pontos a
favor e contra.
É fundamental escutar a todos. Às vezes, só se escuta o que dizem
determinadas pessoas do grupo, geralmente aquelas que falam melhor e tem maior
fluência. Isso deve ser evitado para que não se deixe de ouvir com atenção aos
tímidos, aos que se expressam com menos clareza ou aos que têm uma opinião
distinta.
Escutar significa ter a capacidade de receber o que o outro quer
dizer da forma mais próxima a que ele está sentindo e pensando. O líder deve
promover a participação do grupo na tomada de decisões. Na vida de uma
organização, decisões devem ser tomadas continuamente, cabendo ao líder
conduzir este processo e preocupar-se para que todos participem ativamente. É
necessário deixar claras as alternativas que estão em jogo e possibilitar que as
pessoas dêem argumentos para apoiar uma ou outra alternativa. Daí ser
necessário facilitar a integração do grupo, confrontando a opinião de uns com
as dos outros, possibilitando, assim, que todos se escutem e destacando as
opiniões mais significativas.
Existem algumas regras que fazem com que as reuniões sejam rápidas
e com melhores resultados. Uma delas é pedir a todos que desejam apresentar um
problema que se preparem antes respondendo às perguntas: Qual é o problema?
Quais são suas causas? Quais são as possíveis soluções? Qual é a melhor solução
possível? E, finalmente, escrevendo: “Esta é a solução que recomendo”.
Com isso, obtém-se muito mais ação para que as coisas corram bem.
Essas quatro perguntas para resolver qualquer problema podem ser usadas em
memorandos ou cartas tão eficazmente como em reuniões. Podem também ser usadas
em conversações telefônicas. Algumas vezes, a melhor solução pode ser a
combinação de duas ou mais das possíveis soluções oferecidas.
3.
Como fazer reuniões
4.
produtivas
Os líderes precisam
se encontrar regularmente com seus liderados e com seus superiores para
discutir como as coisas estão indo. Como um item da pauta, podem comparar seus
planos de desenvolvimento e descobrir o que está funcionando e o que não está
funcionando nas atividades uns dos outros.
Se você
for o responsável pela direção da reunião é bom tentar seguir as seguintes
regras:
• Procure
começar a reunião com uma breve explicação do problema. Veja, em seguida, se os
participantes compreenderam o problema.
•
Questione as causas do problema;
• Faça
resumos com freqüência do que foi discutido até então.
• Peça as
soluções possíveis, buscando ter as evidências que comprovem a praticidade de
cada solução.
• Após o
problema ter sido suficientemente discutido, faça um resumo final e proceda,
então, à sua votação.
• O ideal
é que todas as soluções apontadas tenham responsável e prazo para execução.
• Sempre
que for conveniente, nomeie uma pessoa ou uma comissão encarregada de verificar
se a decisão foi tomada corretamente e no tempo previsto.
• Evite
expressar suas idéias pessoais e só o faça depois que os outros as tenham
expressado. Seu objetivo principal é dirigir e não participar calorosamente da
discussão.
• Seja
flexível. No entanto, se você tem mais de 12 pessoas em uma reunião, deve
exigir que a pessoa que queira falar obtenha a sua autorização.
•
Mantenha a reunião ativa, sem se desviar do tema. Garanta que seja rápida, com
exposições curtas. Intervenha quando alguém quiser falar muito ou com demasiada
freqüência, assim como quando alguém sair do tema. Reforce: “O assunto que
estamos discutindo é... Por favor, não se afaste do tema”.
• Procure
fazer com que todos participem da reunião, porém evite perguntar diretamente a
cada um a sua opinião.
Quando
você participa de uma reunião obtém melhores resultados se todos os que
estiverem presente observarem as regras seguintes:
• Fale do
seu lugar sem se levantar, a não ser em uma grande assembléia.
• Fale de
maneira breve, resumida e sobre o tema que se discute.
•
Preocupe-se com o seu tom de voz. Fale sempre em tom de conversação, mas
garanta que todos os participantes estejam ouvindo.
• Admita
só uma solução do problema de cada vez.
• Apóie
cada solução que for sugerida para o problema que se discute, desde que tudo
indique que dará resultado.
•
Apresente evidências que demonstrem que a solução proposta é coerente.
• Evite
expressar suposições ou generalidades numa reunião.
• Ouça
atentamente a todos os participantes.
• Não
interrompa quando outra pessoa estiver falando.
• Em vez
fazer afirmações diretas. Faça perguntas.
• Se
alguém fizer alguma afirmação com a qual você não concordar não discuta, mas
pergunte a essa pessoa por que pensa dessa maneira. Se a pergunta vier em tom
amigável, não causará ressentimentos e lhe permitirá averiguar por que a pessoa
pensa daquele modo. Dessa maneira você poderá obter informações muito valiosas.
Você
pode fazer um “algo a mais” para que as reuniões fiquem ainda melhores:
• Ao
invés de simplesmente seguir a pauta, discuta as coisas certas e inclua itens
mais importantes e urgentes nela.
•
Aproveite os estilos e preferências dos membros na distribuição das tarefas ao
invés de simplesmente começar e terminar a reunião na hora marcada.
• Passe a
maior parte do tempo tomando decisões e não apenas relatando e compartilhando
informações.
•
Envolver todos os membros da equipe nas reuniões é fundamental.
Extraído do livro de Sonia Jordão: A
Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado. Reprodução
autorizada pela
autora.
*Professora,
conferencista, consultora organizacional e pessoal, facilitadora de cursos em
organizações e escritora.














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