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7º ENCONTRO PRESENCIAL


7º ENCONTRO PRESENCIAL


Iniciou-se o dia de trabalho com a Devolutiva da oficina estabelecendo fluxos da Vigilância em Saúde / Atenção em Saúde (TBL 3).
Estabelecer fluxo articulado com a assistência é falar do coração da vigilância, refletido na ação.
As abordagens foram apresentadas de várias maneiras:
1.    Fluxo de notificação de um grupo
2.    Fluxo de atenção ao paciente acometido por uma DCNT
A Vigilância em saúde tem um fluxograma de informação com varias interfaces: vigilância, atenção à saúde, laboratórios, centro de pesquisa, centros universitários.

Em seguida colocarei o fluxo de porta de entrada da vigilância, onde percebemos o quanto ela é vasta e ampla em lugares que nem imaginamos que pudesse existir.


Fragilidades:

  • ·         Resistencia no preenchimento da notificação pelo profissional que realiza o atendimento;
  • ·         Subnotificação dos casos;
  • ·         Dificuldade para notificação;
  • ·         Falta de profissionais para notificar;
  • ·         Meios de notificação não eletrônicos;
  • ·         Desconhecimento do fluxo de atenção pelo trabalhador;
  • ·         Resistência na adesão ao tratamento;
  • ·         Ausência de CCIH;
  • ·         Ausência de unidade sentinela
  • ·         Demora no meio das informações para o Estado;
  • ·         Conexão insuficiente;
  • ·         Falta de acompanhamento dos casos;
  • ·         Falta de oferta de exames, fala-se especificamente para sífilis
  • ·         Busca ativa deficiente;
  • ·         Ausência de boletins epidemiológicos;
  • ·         Centralização de postos de coleta;
  • ·         Incompletude no preenchimento das fichas;
  • ·         Alta rotatividade dos profissionais;
  • ·         Tempo de resposta do laboratório;
  • ·         Falta de profissionais para fechar os casos no sistema.

Faz uma relevância a fala de um dos grande nomes conhecidos na nossa vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, colocando a seguinte frase dele: “que o sinan tá ficando um acumulo de casos e não tá servindo de base para orientação das ações.” Levando a perceber que não adianta apenas digitar, é necessário que se faça todo o procedimento indicado para que possamos completar as informações e as mesmas serem fidedignas, é necessário se fazer a analise de todas as fichas ali digitadas, para que possam ser encerradas em tempo oportuno com todas as informações necessárias.
  • ·         Dificuldade no acompanhamento dos casos pela atenção básica;
  • ·         Ficha de notificação padronizadas não atinge todas as informações pertinentes;
  • ·         Baixa sensibilização da vigilância em saúde com relação as dificuldades encontradas pelas equipes dos serviços de saúde;
  • ·         Diagnostico tardio;
  • ·         Centralização dos serviços em uma pessoa;
  • ·         Falta de articulação, integração e comunicação entre serviços da rede de atenção a saúde e a vigilância em saúde;
  • ·         Falta de discussão conjunta dos casos entre vigilância e atenção;
  • ·         Falta de feedback da vigilância com a assistência


Essas fragilidades como todo é encontrada nas mais diversas realidades, alguns mais forte outras quase inexistentes, mais a que mais pesa é a falta de integralidade da vigilância com a atenção à saúde e também a não devolutiva ou não encaminhamento dos casos de ambas uma para outra para facilitar a tomada de decisão.

Fortalezas:
·         
  •      Vinculação da atenção básica e usuários;
  • ·         Existência de protocolos padronizados para atenção e agravos;
  • ·         Existência de dados epidemiológicos para desencadear ações em tempo oportuno;
  • ·         Integralidade das ações;
  • ·         Articulação entre diversos serviços;
  • ·         Envolvimento das pessoas;
  • ·         Existência de sistema de informação;
  • ·         Sistema de informação online;
  • ·         Integração dos diversos órgãos;
  • ·         Possibilidade de planejamento e intervenção;
  • ·         Disponibilidade de testes rápidos;
  • ·         Acesso a medicação;
  • ·         Sistema de informação de fácil acesso;
  • ·         Protocolo de vigilância definidos;
  • ·         Existência de CIEVS;
  • ·         Existência do GAL;
  • ·         Apoio da gestão local;
  • ·         Servidores comprometidos.


CONCLUSÃO:

Atingiu a intencionalidade educacional buscando fazer o intercambio entre todo o processo existente. Foram apresentados as informações que foram sob citados, fazendo a interface entre as duas vertentes.
Na identificação das fortalezas e fragilidades foram destacados pontos importantes para o desenvolvimento dos fluxos como a articulação entre VS e a atenção, a comunicação, o envolvimento dos atores e o feedback das informações.
Ainda foi destacada como fragilidade a importância da atenção entender o papel do profissional da vigilância (vice-versa) e a importância da notificação para desencadear as ações de vigilância em saúde.
As fortalezas identificadas sugerem que é possível o fortalecimento das ações de vigilância mobilizando os saberes já construídos, os servidores comprometidos, contando com o apoio da gestão.


Em grupo diversidade: CHOQUITO

DIALOGANDO SOBRE A DEVOLUTIVA DA OFICINA DE TRABALHO 3 ESTABELECENDO O FLUXO DE ATENÇÃO E VIGILÂNCIA
Município: Arcoverde
1.    Identificar as diversas áreas e estruturas que compõem a atenção e a vigilância a partir da vivencia de cada participante.
UBSF, HOSPITAL, POLICLINICA, UPA DIA, UPA E, CTA COAS, CAPS AD, CAPS 2, UNIDADE PRISIONAL, ABRIGOS, SETOR PRIVADO E MINISTERIO PÚBLICO, LABORATÓRIO.

1.           Compreender o papel de cada serviço mencionado e seu papel no processo de vigilância?
           O papel dos serviços mencionados é realizar o atendimento ao paciente/cliente, e ter a sensibilidade de nas informações fornecida compreender a necessidade de notificação, quando suspeita de algum agravo de notificação, e saber que o ato de notificar é só a suspeita se o caso vai ser confirmado ou não vai depender das ações de investigação da vigilância.
2.                    Compreender a dinâmica/relação entre as diversas áreas da saúde e seus fluxos de informações a partir da vivencia de cada participante.
É uma relação de cordialidade e complemento de atividades das quais uma depende da outra. A dinâmica é a notificação realizada pelo serviço da atenção, o qual deverá seguir os fluxos de informação que é através de uma comunicação ativa, efetiva e eficiente quando necessário de fora dos padrões já corriqueiros. E dentro dos padrões, notificam no ato do atendimento e vigilância faz o recolhimento das notificações já preenchidas para dar continuidade ao trabalho de investigação, digitação no sistema e geração da informação completa.

CRITICA REFLEXIVA DA ATIVIDADE

A vigilância em saúde em uma concepção que a define como um modelo de atenção, é caracterizada como um conjunto articulado de ações destinadas a controlar determinantes, riscos e danos a saúde de populações que vivem em determinados territórios, sob a ótica da integralidade do cuidado, o que inclui tanto a abordagem individual quanto a coletiva dos problemas de saúde. As ações especificas de vigilância epidemiológica, vigilância sanitária e vigilância ambiental fazem parte da vigilância em saúde, ao lado das ações de caráter individual organizadas sob a forma de consulta e procedimentos.
A pesar dos esforços institucionais para assegurar os recursos financeiros e criar estruturas técnico-administrativas locais, constata-se que a descentralização da vigilância em saúde, ainda não provocou a esperada integração dessas praticas as ações de atenção individual executadas pelas unidades de saúde. Grande parte dos municípios ainda desenvolvem ações de vigilância em saúde de modo centralizado, sem a devida capilaridade para as unidades básicas, o que provoca restrições no efetivo controle das doenças e agravos prioritários e torna distante a possibilidade de operacionalizar o principio da integralidade da atenção.
A Politica Nacional de Atenção Básica, publicada em março de 2006, elege o atendimento integral a saúde da população de territórios delimitados como objeto de atuação dos profissionais das unidades de saúde, apresentando-se como espaço privilegiado para o exercício de praticas de vigilância em saúde. A analise da situação de saúde das áreas de abrangência das unidades básicas permite a identificação de problemas de saúde, seus possíveis determinantes e condicionantes, conhecimento essencial para o planejamento e execução de ações articuladas de proteção, promoção e recuperação da saúde e de prevenção contras riscos e agravos. A identificação de fatores de risco e de proteção a saúde, existentes na estrutura e na dinâmica que compõem o território em que vive a população adscrito é uma das tarefas fundamentais do processo de trabalho das equipes de atenção básica.
A operacionalização da integralidade do cuidado requer, necessariamente, a revisão dos processos de trabalho, buscando-se integrar os vários atores envolvidos tanto na atenção básica quanto na vigilância em saúde. Esses atores dever ser corresponsáveis pelas ações de vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental, saúde do trabalhador e ações assistenciais, respeitando as particularidades e especificidades de cada perfil, integrando suas atividades de maneira a potencializar o trabalho e evitar a duplicidade das ações que, embora distintas, se completam.

MOMENTO DE CONSTRUÇÃO DO PROJETO APLICATIVO – PA

Realizado o Termo de referencia – TR6 Intervindo no problema: através dos nós críticos identificados na arvore de problema do encontro anterior, é momento de identificação de recursos que, combinados, podem produzir mudanças no problema identificado.
Foi utilizando a ferramenta I:  Plano de ação – PES simplificado, seguindo-se todos os movimentos necessário para se chegar a planilha abaixo colocada.

ESPAÇO DO MACROPROBLEMA : Arcoverde
PROBLEMA: Subnotificação de casos de hanseníase
NÓ CRITICO: Ineficácia  das capacitações
RESULTADOS ESPERADOS
AÇÕES E ATIVIDADES
RESPONSAVEIS
PARCEIROS E OPOSITORES
INDICADORES
RECURSOS NECESSARIOS
PRAZOS
Capacitações eficazes para detecção e notificação dos casos de hanseníase
Apresentação do projeto ao gestor
Os autores do projeto
Gestores
% de gestores apresentados ao projeto
Cognitivo
Organizativo
Político
Novembro
Apresentação do projeto aos atores de modificação do problema (médico, enfermeiros, laboratório  e técnicos da rede)
Os autores do projeto
Profissionais da Rede


% de atores apresentados ao projeto.
Cognitivo
Organizativo
Político
Dezembro
Capacitações com uso de metodologia ativa sobre a notificação e diagnóstico de hanseníase
Os autores do projeto
Gestores
Profissionais da rede
VI GERES
%  de profissionais capacitados em relação aos atores envolvidos
Cognitivo
Organizativo

Fevereiro à Abril
Observação dos resultados através do monitoramento do número de notificações

Os autores do projeto
Profissionais da vigilância epidemiológica
% de casos novos notificados
Cognitivo
Organizativo

Novembro 2018

Atividade de apresentação dos Talentos



Maria e Vanessa: apresentaram como talento as habilidades para nutrição saudável, com a degustação de alimentos feito com migalhas descartadas, tais como: bolo da casca da banana, suco verde de várias iguarias  frutas frescas.


Marília: meu talento é realizar ações através de atividades lúdicas, fiz uma apresentação de um poema e uma parodia sobre a busca de sintomáticos respiratórios



Jocilene: o talento dela é estratégica. Falou a respeito das atividades realizadas junto com o SANAR e das experiências exitosas que teve.


Jesimiel: talento de observação. Contou suas atividades em busca de pacientes com hanseníase e como tem conseguido através da observação das consultas nas unidades de saúde.



Madalena: seu talento é ator teatral
Carla: talento de organizar os serviços
Marília: talento é de ser prática
Apresentaram uma peça teatral, onde cada uma delas apresentava seu talento naquela cena.
Os demais participantes apenas falaram de seus talentos.
Manoel e Morgana: talento de liderança
Darliane e Joseli: talento de observação
Isaac: talento de resolutividade

Momento de atualização ou para terminar o curso de Epi Info e Tabwin

Foi disponibilizado um tempo para terminar esses dois cursos que nos foi disponibilizado, onde foi dividido a turma: uns estavam em GD e outros fazendo esses dois curso, aproveitei o tempo e já havia iniciado o curso apenas finalizei o tabwin as aulas que faltavam.

Grupo Diversidade – GD6

Socializando o Cine Viagem e fazendo a discussão da síntese reflexiva do modulo anterior.


Cada participante do GD colocou através de uma das palavras acima colocadas seus sentimentos em relação ao filme e ao momento dos talentos. Cada qual se coloca de forma particular e explica o significado da palavra naquele momento.
            Apenas dois participantes fizeram a síntese reflexiva sobre as DCNT, fizeram a exposição do que tinham aprendido e compartilhado com os demais presentes, ressaltando a necessidade de realizar a tarefa a contento, para poder enriquecer as discussões em sala e também fazer o compartilhamento de ensinamentos com os demais.

Situação Problema – SP 3



PROBLEMAS:

  • ·         Alta incidência de acidentes com pessoas do sexo masculino e adolescentes;
  • ·         Falta de planejamento estratégico;
  • ·         Subnotificação dos ATT;
  • ·         Aumento da mortalidade por ATT;
  • ·         Alto índice de vitimas fatais em adolescentes por ATT;
  • ·         Falta de motivação para intervenção do problema;
  • ·         Falta de apoio da gestão e da sociedade;
  • ·         Insuficiência das campanhas.

HIPOTESES:

  • ·         Uso de metodologias inadequadas;
  • ·         Falta de apoio da gestão e da sociedade;
  • ·         Falta de consciência da sociedade;
  • ·         Uso irresponsável de álcool e outras drogas;
  • ·         Inexistência de um plano de ação para o enfrentamento dos ATT;
  • ·         Falta de fiscalização pelo departamento de transito;
  • ·         Falta de domínio da técnica;
  • ·         Deficiência das unidades notificadoras;
  • ·         Falta de iniciativa dos profissionais (município);
  • ·         Falta de interesse profissional;
  • ·         Falta de conhecimento e capacitação;
  • ·         Imprudências dos condutores;
  • ·         Falta de financiamento.

QUESTÃO DE APRENDIZAGEM:

Como construir um plano de ação e quais as ferramentas e metodologias utilizadas para o enfrentamento dos ATT?

Planejamento é um termo largamente utilizado no cotidiano da política e da administração, tanto na esfera privada, quanto na pública. Por planejamento entende-se um processo de racionalização das ações humanas, que consiste em definir proposições e construir a sua viabilidade, com vistas à solução de problemas e atendimento de necessidades individuais e coletivas (TEIXEIRA, 2010).
Pode-se afirmar que o ato de planejar funda-se em desenhar, executar e acompanhar um conjunto de propostas de ação, com vistas à intervenção sobre um determinado recorte da realidade. O planejamento pode ser visto como um instrumento de racionalização da ação humana. Ação realizada por atores sociais, orientada por um propósito relacionado com a manutenção ou modificação de uma determinada situação (VILASBÔAS, 2004).
O interesse pelo planejamento das ações de saúde surgiu em decorrência da complexificação crescente do processo de trabalho nesta área, em virtude da necessidade de enfrentar as mudanças que foram ocorrendo nas condições de vida e saúde da população, em diversos países. Nesta perspectiva, a realização de campanhas sanitárias e, posteriormente, a elaboração de programas de controle de doenças podem ser consideradas atividades que já incluíam a prática do planejamento (TEIXEIRA, 2010).
Somente com o grande desenvolvimento científico e tecnológico observado na segunda metade do século passado e as transformações decorrentes na prestação de serviços, com a organização de redes e sistemas de serviços de saúde, é que a prática do planejamento tornou-se uma necessidade amplamente reconhecida, gerando o interesse de organismos internacionais de cooperação técnica, a exemplo da OMS, em desenvolver propostas metodológicas que pudessem subsidiar a administração pública dos serviços e sistemas de saúde.
 O Planejamento Estratégico Situacional
O enfoque estratégico-situacional foi originalmente proposto por Matus (1987) como uma teoria geral da planificação, passível de subsidiar uma prática concreta em qualquer dimensão da realidade social e histórica. Nos últimos 20 anos, esse enfoque foi difundido na América Latina, inicialmente, no âmbito acadêmico, através de cursos realizados na área de Planejamento & Gestão em saúde e, posteriormente, através de seminários, consultorias e oficinas de trabalho promovidos por organismos internacionais e nacionais. A princípio, o enfoque situacional no Brasil, foi adotado para o planejamento e programação na época da implantação do SUDS (1987 – 1989) (RIVERA, 1988).
Depois, a experiência acumulada apontou para a possibilidade de se conjugar elementos teóricos e metodológicos da chamada “trilogia matusiana” - o Planejamento Estratégico-Situacional (PES), o Método Altadir de Planificação Popular (MAPP) e o Planejamento de Projetos Orientado por Objetivos (ZOOP) à programação em saúde em um conjunto de Distritos Sanitários em todo o país na primeira metade dos anos 90 (TEIXEIRA, 1993).
O desenvolvimento dessas experiências subsidiou a formulação da proposta de Vigilância da Saúde, entendida como uma alternativa de organização do “modelo assistencial” levando em conta a busca de integralidade do cuidado à saúde.  A proposta conceitual e metodológica de Matus (1993) toma como ponto de partida a noção de situação, entendida como um conjunto de problemas identificados, descritos e analisados na perspectiva de um determinado ator social.
Problema é definido, por esse autor, como algo considerado fora dos padrões de normalidade para um ator social. Esses padrões são definidos a partir do conhecimento, do interesse e da capacidade de agir do ator sobre uma dada situação. Por sua vez, ator social é uma pessoa, um grupamento humano ou uma instituição que, de forma transitória ou permanente, é capaz de agir, produzindo fatos na situação. A concepção situacional do planejamento, segundo Matus (1993), reconhece a existência de múltiplos atores, sugerindo a adoção de uma visão policêntrica, que supõe a combinação de ações estratégicas e comunicativas entre os atores, visando à construção de consensos acerca dos problemas a enfrentar, dos objetivos visados e das alternativas de ação a desenvolver para alcançá-los.
 Esse mesmo autor afirma que uma das variáveis mais importantes na determinação da capacidade de uma equipe de governo é o domínio de técnicas potentes de planificação e que a mesma se expressa na capacidade de direção, gerência e administração e controle. Nesta perspectiva, o autor desenvolveu uma proposta conceitual e metodológica, intitulada “Planejamento Estratégico Situacional” (PES), aplicável em casos onde existam governos democráticos e que, por isso, os diversos atores sociais podem exercer um poder compartilhado. O PES, proposta geral complementada posteriormente com outros métodos que constituem a chamada “trilogia matusiana”, fundamenta-se em um arcabouço teórico que enfatiza o conceito de situação e contempla um conjunto de métodos a serem utilizados nos diversos momentos do processo de planejamento, quais sejam, o explicativo, o normativo, o estratégico e o tático- operacional.
O primeiro implica a análise da situação inicial, que inclui a identificação, descrição e análise dos problemas e oportunidades de ação do ator em situação. O segundo contempla a elaboração da situação-objetivo, construída a partir da decisão acerca do que fazer no tempo político de que dispõe o ator para o enfrentamento dos problemas selecionados. O momento estratégico supõe a definição das operações a serem realizadas, com o desenho dos Módulos Operacionais contemplando a análise de viabilidade de cada uma das operações propostas. O momento tático-operacional, por sua vez, corresponde à execução das ações sob a gerência, monitoramento e avaliação das operações do plano. O enfoque estratégico - situacional traz algumas consequências importantes para o ato de planejar (MATUS, 1993; VILASBÔAS, 2004):
O ator social que planeja faz parte da realidade a ser planejada. Não é um observador externo e nem o único presente naquela situação; outros atores também estão presentes e planejam. Não há garantia de controle sobre uma determinada situação planejada, porque a ação de cada ator depende da ação dos outros. • Há várias explicações sobre uma mesma situação. Elas dependem dos conhecimentos e dos interesses de cada ator naquele contexto. Assim, nenhuma das explicações está certa ou errada. É preciso conhecer a explicação do outro para analisar uma determinada situação. • A capacidade de agir sobre uma determinada situação varia de ator para ator e condiciona as possibilidades de sucesso de um plano. Não é suficiente elaborar um conjunto de propostas de ação. É necessário construir a viabilidade das ações, isto é, a possibilidade de sua execução, levando em conta as capacidades de todos os atores envolvidos naquela situação. Considerando essas ponderações, a utilização do enfoque estratégico situacional na formulação de políticas e no planejamento, aliada à reorientação do processo de programação à luz da análise dos problemas de saúde em uma perspectiva epidemiológica e social, constitui uma opção tecnológica para os gestores comprometidos com construção de um modelo de atenção voltado para integralidade e equidade (TEIXEIRA, 2001).
Aspectos necessários no Plano de Ação
• Sensibilizar e capacitar gestores estaduais e municipais para a realização de ações de promoção da saúde e de prevenção de acidentes de trânsito.
 • Mobilizar e capacitar as equipes de profissionais de saúde dos serviços de emergência para a melhoria das informações.
• Construir banco de dados epidemiológicos para identificar grupos de risco e subsidiar as ações de intervenção.
• Capacitar profissionais da mídia local e representantes de organizações da sociedade civil, comprometidas com as questões de cidadania, para atuarem como agentes multiplicadores de informações sobre prevenção de acidentes.
 • Mobilizar e capacitar representantes de empregadores e condutores de veículos de grande e pequeno portes.
• Disponibilizar e direcionar ao Contran/Denatran as bases de dados, indicadores, parâmetros de intervenção, relatórios de experiências e resultados.
• Produzir e apoiar a produção de materiais educativos e de suporte para o desenvolvimento das ações do projeto.
Mobilizando a sociedade e promovendo saúde
• Sensibilizar os profissionais de comunicação em oficinas para utilizarem os espaços da mídia como fonte de disseminação de informações sobre a questão da violência no trânsito e suas estratégias de redução, mobilizando a sociedade e promovendo a saúde.
• Sensibilizar os membros de ONGs e sociedade civil organizada para atuarem como mobilizadores que possam advogar em favor da prevenção de acidentes. • Capacitar, em oficinas nas aglomerações urbanas e capitais selecionadas, os profissionais de saúde, gerentes de serviços de urgência e emergência para: - trabalhar para qualificar a informação; - construir bancos de dados padronizados nos municípios, que possam servir de instrumento de avaliação e acompanhamento das ações de intervenção; - disponibilizar para o Contran/Denatran e demais parceiros os dados consolidados a partir dos bancos municipais. 

CONTINUANDO A CONTRUÇÃO DO PA


O Projeto Aplicativo (PA) tem como objeto de estudo e aprendizagem a resolução de um problema ligado à vivência concreta dos participantes do Grupo Afinidade 2. Este grupo de alunos é composto por servidores dos municípios de: Arcoverde, Custódia, Ibimirim e Tacaratu, inseridos à VI Regional de Saúde (VI GERES) que  pertence a III Macrorregião do Estado de Pernambuco, onde foi observado problemas de notificação de hanseníase, que não correspondem a estimativa preconizada pelo Ministério da Saúde, traduzindo assim um alto grau de subnotificação no município de Arcoverde-PE.
A elaboração deste PA significa uma oportunidade de viabilizar melhoria no serviço de notificação de doenças e agravos, principalmente de Hanseníase transformando assim a realidade a partir de uma ação/reflexão/ação dos atores envolvidos nesta problemática identificada. Gerando uma oportunidade de uma efetiva intervenção, produzindo mudanças e garantindo em tempo oportuno a superação deste problema.
Deste modo para o desenvolvimento do PA foi necessário permear por diversas etapas/processamentos para a sua devida efetivação, tais como: análise da realidade, identificação dos problemas e sua priorização, elaboração de um plano de intervenção e formulação de indicadores para avaliar a concretização das ações planejadas, sempre vislumbrando a viabilidade do produto esperado.
Todas as etapas deste projeto tem como objetivo diminuir a subnotificação dos casos de hanseníase, norteando o trabalho da Vigilância epidemiológica do município, mostrando a importância de nosso papel enquanto profissionais do SUS assim como nossa capacidade de produzir mudança neste cenário descrito.

1.    CONTEXTUALIZAÇÃO

Embora, nas últimas décadas, a cobertura de unidades básicas de saúde tenha aumentado e a estruturação das vigilâncias em saúde tenha melhorado, garantir sua qualidade permanece como o maior desafio. Essa melhoria da qualidade, no patamar em que estamos, refere-se a uma mudança sensível na atitude dos profissionais de saúde e na eficiência e presteza dos serviços (SÃO PAULO, 2010).
É preciso empoderar os profissionais e potencializar os recursos materiais existentes para o progressivo enfrentamento da hanseníase.
É necessário planejar a organização da atenção à saúde integrada as ações de vigilância do agravo para garantir o acesso e o acolhimento de todas os pacientes diagnosticados, desenvolvendo atividades de promoção, prevenção e tratamento, cura e reabilitação. Para isso, é preciso haver integração entre as diversas unidades de atenção à saúde e a vigilância, garantindo retaguarda ambulatorial especializada e hospitalar, se for o caso. São relevantes a normatização do fluxo da usuário na rede e o estabelecimento de todas as rotinas internas de cada unidade de saúde que a compõe (SÃO PAULO, 2010).

Entretanto ainda são muitos os desafios para efetivar uma concreta rede de identificação e diagnóstico com as unidades básicas de saúde e instituições de referência e contra referência no município, buscando uma maior eficiência e eficácia a fim de atingir este objetivo.
Os atendimentos em hanseníase do município ocorrem nas seguintes unidades: Aneide Fernandes, Boa Vista, Carlos Bradley, Vila São José, Cardeal, Maria do Carmo Guedes, Universitário, Marta Xavier, Dr. José Cavalcanti Alves, Eulalia Camelo, Nelson Luciano, Imagel, Petropoles, Cidade Jardim, João Pacheco, Costa Leitão, Veraneio, Luiz Almeida de Souza, Neuza Pacheco, Davi de Brito, Severiano de Brito Freire (Caraíbas – zona rural) e Manoel de Lira Cavalcante (Aldeia Velha – zona rural). Atualmente, o fluxo de acesso é demanda espontânea em qualquer uma dessas unidades de saúde.
Espera-se que este P.A seja um instrumento orientador e contribua para diminuição da subnotificação da hanseníase, pois atualmente isso é um problema na saúde do município. Frisamos que o componente subnotificação é um agravante para a saúde publica como um todo.

2.    OBJETIVOS

Efetivar as notificações de Hanseníase, nas Unidades de Saúde, no município de Arcoverde-PE, visando a melhoria dos indicadores tornando-os mais fidedignos para uma melhor ação sobre o referido agravo.

1.1  NOTIFICAÇÃO

A ocorrência de casos novos de uma doença (transmissível ou não) ou agravo (inusitado ou não), passível de prevenção e controle pelos serviços de saúde, indica que a população está sob risco e pode representar ameaças à saúde e precisam ser detectadas e controladas ainda em seus estágios iniciais.
A notificação compulsória consiste na comunicação da ocorrência de casos individuais, agregados de casos ou surtos, suspeitos ou confirmados, da lista de agravos relacionados na Portaria, que deve ser feita às autoridades sanitárias por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, visando à adoção das medidas de controle pertinentes. Além disso, alguns eventos ambientais e doenças ou morte de determinados animais também se tornaram de notificação obrigatória. É obrigatória a notificação de doenças, agravos e eventos de saúde pública constantes nas Portaria nº 204 e Portaria 205, de fevereiro de 2016, do Ministério da Saúde.

Observações importantes

1.A notificação compulsória é obrigatória a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, odontólogos, médicos veterinários, biólogos, biomédicos, farmacêuticos e outros no exercício da profissão, bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino;

2. A definição de caso para cada doença, agravo e evento relacionado nos Anexos a esta Portaria, obedecerão à padronização definida no Guia de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde.

NOTIFICAÇÃO EFICAZ GERA NOVAS FERRAMENTAS DE TRABALHO NA SAÚDE PREVENTIVA

Embora seja desconsiderada por alguns, a notificação no serviço de saúde é de fundamental importância para se estabelecer novas estratégias de trabalho. O enfermeiro é um dos profissionais listados para exercer essa atividade.
As fichas de notificação individuais devem ser preenchidas para a compreensão de como ocorreu a doenças/agravos/eventos e sua evolução.
Para a saúde publica, notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença  ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, para fins de adoção de medidas de intervenção pertinentes, segundo explica o Guia de Vigilância Epidemiologica do Ministerio da Saúde (MS), de 2017.
Notificar não é simplesmente preencher mais um papel, aumentar a burocracia ou dificultar o trabalho com algo se importância, como alguns consideram. Entender sua importância é peça –chave para o controle, redução, prevenção e erradicação de muitas doenças e agravos.
O principal motivo da notificação é fornecer para os órgãos competentes informações de doenças/agravos/eventos, que são transmissíveis, apresentam letalidade ou outro tipo de impacto na saúde. A partir disso, poderão ser tomadas medidas de promoção, proteção e controle. Vale ressaltar que, na maior parte dos casos, a doença não precisa ser confirmada para que seja realizada o registro. Caso não sejam notificados os casos suspeitos, pode-se perder  ou comprometer a oportunidade de intervir de forma oportuna, eficaz e eficiente na disseminação da doença.
Não é descredito para o estado, município ou unidade de saúde notifica algo. Ao contrario disso, reconhecer a ocorrência de doenças/agravos/eventos é ser antes de tudo cidadão e entender que a partir dessa postura, medidas de saúde serão adotadas com o intuito de proteger a população. Os dados notificados são de caráter sigiloso, sendo sua divulgação realizada sob critérios éticos e, quando necessário, para o conhecimento da população, jamais expondo nenhum cidadão.
As notificações são realizadas por meio de fichas de notificação, que possuem campos para preenchimento essenciais para a compreensão de como ocorreu a doença/agravos/eventos e sua evolução. Esse procedimento é feito dentro do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) ou em sistemas estaduais ou municipais, criados exclusivamente para essa finalidade. A partir da notificação uma serie de medidas é gerada com o objetivo de determinar o provável local incial de disseminação (se for o caso), sua extensão, como está se disseminando e o que fazer para interromper o ciclo de propagação.
Exemplos possíveis – todas as informações geradas por meio do monitoramento, que é proporcionado pelo correto e completo preenchimento das fichas, subsidiam a tomada de decisão pelos gestores do Sistema Único de Saúde, que implicam diretamente na elaboração de politicas e programas públicos. Igualmente formulam-se redes de atendimento aos pacientes, caso seja verificada o impacto e importância da incidência da doença “X”, numa área de abrangência “Y”. Pode-se diagnosticar, por exemplo, que determinada doença/agravo tem ocorrido recorrentemente em determinados lugares dentro de um estado, merecendo então esses municípios, uma atenção maior, que pode culminar até em liberação de recursos específicos para o controle, e quem sabe até para sua erradicação. E isso tem acontecido de fato. A partir da notificação vários passos podem ser desencadeados.
Regulamentação – Em 1975, foi instituída a Lei Federal nº 6.259, regulamentada pelo Decreto nº 78.231 no ano seguinte, que estabelece a organização das ações de Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, do Programa de Imunizações, prevendo inclusive as normas relativas a notificação compulsória de doenças, dentre outras providencias. De lá pra cá, foram editas novas portarias do MS listando rol de doenças/agravos/eventos que devem ser notificados. Atualmente, se encontra em vigor a Portaria nº 104/Gabinete do Ministro/MS de 25 de janeiro de 2011. Além de estabelecer o que deve ser notificado, essa Portaria diz quem pode notificar: enfermeiros, médicos, odontólogos, médicos veterinários, biólogos, biomédicos, farmacêuticos e outros no exercício a profissão, bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino.
Alvos de notificação compulsória: segundo a Portaria nº 104/Gabinete do Ministro/MS, devem ser notificados: botulismo, carbúnculo ou antraz, cólera, coqueluche, dengue, difteria, doença de Creutzfeldt-Jakob, doença menigococica e outras meningites, doenças de chagas aguda, esquistossomose, febre amarela, febre do Nilo ocidental, febre maculosa, febre tifoide, hanseníase, hantavirose, hepatites virais, influenza humana por novo subtipo, leixhmaniose tegumentar americana, leishmaniose visceral, leptospirose, malária, paralisia flácida aguda, peste, poliomielite, raiva humana, rubéola, sarampo, síndrome de rubéola congênita, síndrome respiratória aguda grave associada ao coronavirus, tétano tuberculose, tularemia, varíola, doenças conhecidas sem circulação ou com circulação esporádica no território nacional que não constam no Anexo I da Portaria nº 104, como Rocio, Mayaro, chikungunya, entre outras.

HANSENÍASE

Doença crônica proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande numero de indivíduos (alta infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade); propriedades essas que não são em função apenas de suas características intrínsecas, mas que dependem, sobretudo, de sua relação com o hospedeiro e o grau de endemicidade do meio, entre outros aspectos.
O domicilio e apontado como importante espaço de transmissão da doença, outro provável fator de risco esta relacionado ao ambiente social. O alto potencial incapacitante da hanseníase esta diretamente relacionado ao poder imunogênico do M.leprae.
A hanseníase parece ser uma das mais antigas doencas que acomete o homem. As referencias mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença. A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento cientifico modificaram significativamente o quadro da hanseníase, que atualmente tem tratamento e cura. No Brasil, cerca de 47.000 casos novos são detectados a cada ano, sendo 8% deles em menores de 15 anos.
O Programa Nacional de Controle da Hanseniase (PNCH) assume como objetivo de saúde publica o controle da doença (WHO, 2010) e privilegia, nesse aspecto, o acompanhamento epidemiológico por meio do coeficiente de detecção de casos novos, em substituição ao indicador de prevalência pontual, optando pela sua apresentação por 10.000 habitantes, para facilitar a comparação com outros eventos. O foco e a atenção integral e uma ação integrada em regiões, estados e municípios envolvidos nos clusters identificados, que representam áreas com maior risco, onde se encontra a maioria dos casos, para reduzir as fontes de transmissão.
O coeficiente de detecção em menores de 15 anos e prioridade da politica atual de controle da hanseníase no pais, por indicar focos de infecção ativos e transmissão recente. Essa informação fortalece o esforço pelo alcance da meta do MS, de redução do coeficiente de detecção dos casos novos em menores de 15 anos de idade em 10,0%, no pais, ate 2011. A hanseníase apresenta tendência de estabilização dos coeficientes de detecção no Brasil, mas ainda em patamares muito altos nas regiões Norte, Centro-oeste e Nordeste.
O coeficiente de detecção de casos novos e função da incidência real de casos e da agilidade diagnostica dos serviços de saúde. O valor médio do indicador para o Brasil, no período, foi de 25,44/100.000 habitantes, tendo oscilado de 29,37/100.000, em 2003, para 20,52/100.000, em 2008. A comparação entre os coeficientes na população total e em menores de 15 anos permite observar semelhança no comportamento evolutivo dos indicadores, com queda mais acentuada na serie temporal de menores de 15 anos, ao final
do período estudado. O valor médio do coeficiente em menores de 15 anos, no período acompanhado, foi de 7,01/100.000 habitantes, variando de 5,74/100.000, em 1994, a 8,28/100.000, em 1997, com tendência de queda ao final do período (BRASIL, 2008).
Para a operacionalização e eficácia da vigilância epidemiológica da hanseníase na obtenção e fornecimento de informações fidedignas e atualizadas sobre a doença, seu comportamento epidemiológico e atividades de controle, faz-se necessário um sistema de informação efetivo e ágil.
O sistema de informação é componente fundamental da vigilância epidemiológica, subsidiando-a na tomada de decisão de planejamento das atividades de controle da doença, bem como na sua execução: informação – decisão – ação.
As informações geradas são uteis para o diagnostico e a analise da situação de saúde da população e para o processo de planejamento (identificação de prioridades, programação de atividades, alocação de recursos, avaliação das ações). Portanto, é necessário que todos os profissionais de saúde, bem como a comunidade, tenham acesso a essas informações.
A taxa de detecção da hanseníase no município de Arcoverde apresentou valores variáveis no período analisado, sendo maior em 2013 e 2015 (2,0/100 mil hab.) e menor em 2014 (1,5/100 mil hab.). Devido à evolução lenta que a doença apresenta, a ocorrência de casos em menores de 15 anos sugere contato precoce, íntimo e prolongado com pacientes portadores de altas cargas bacilíferas. A força de transmissão da hanseníase e sua tendência podem ser analisadas através da taxa de detecção em pacientes com idade inferior a 15 anos. Quando esse indicador apresenta seus valores iguais ou maiores que 10,0/100 mil hab., também classifica-se o município como hiperendêmico. O ano de 2015, contando com apenas 01 caso, estabeleceu este referencial em 4,07/100.000 habitantes. (Tabela 10)

Tabela 10: Número de casos novos de hanseníase e coeficiente de detecção por 10000hb. Arcoverde, 2013-2016.
ANO DA NOTIFICAÇÃO
Nº DE CASOS NOVOS
COEFICIENTE DE DETECÇÃO
2013
15
2,0
2014
11
1,5
2015
15
2,0
2016
14
1,9
Fonte: SINAN


Na tabela 11, mostra o número de casos de hanseníase por ano do diagnóstico e faixa etária, podendo perceber que a faixa etária predominante é de 15 anos ou mais, dando ênfase ao ano de 2015, que foi identificado apenas um caso em menores de 15 anos.

Tabela 11: Número de casos de hanseníase por ano do diagnóstico e faixa etária. Arcoverde 2013-2016.
ANO DO DIGANOSTICO
FAIXA ETÁRIA
TOTAL
0 – 14
15 OU +
2013
0
15
15
2014
0
11
11
2015
1
14
15
2016
0
14
14
Fonte: SINAN

Observou-se na tabela 12, que o sexo predominante no diagnostico é  masculino em todo o período analisado, com proporção de 60% em média por ano.

Tabela 12 – Número e porcentual de casos de Hanseníase, por sexo, segundo ano de diagnóstico. Arcoverde, 2013 a 2016.
ANO DIAGNOSTICO
FEMININO
%
MASCULINO
%
2013
6
40%
9
60%
2014
5
45,6%
6
54,5%
2015
7
43%
8
57%
2016
6
43%
8
57%
Fonte: SINAN

Observa-se na Tabela 13 que o maior percentual de casos de hanseníase e multibacilar, sendo que foram 86,6% no ano de 2015. Os doentes multibacilar sem tratamento são capazes de eliminar grande quantidade de bacilos para o meio exterior (carga bacilar cerca de 10 milhões de bacilos presentes na mucosa nasal). Por isso a importância do diagnóstico e tratamento rápido e adequando para interromper a cadeia de transmissão.

Tabela 13 – Número e percentual de casos de Hanseníase, por classificação operacional, segundo ano de diagnostico. Arcoverde, 2013 a 2016.
ANO DIAGNOSTICO
PAUCIBACILAR
%
MULTIBACILAR
%
2013
7
46,4%
8
53,4%
2014
3
27,3%
8
72,7%
2015
2
13,4%
13
86,6%
2016
4
28,6%
10
71,4%
Fonte: SINAN

COMPETENCIAS ADIQUIRIDAS
  • ·     Identifica desafios da organização do trabalho da vigilância por meio de informações obtidas nas atividades de conselhos e instancias colegiadas de saúde, em diferentes esferas de gestão de sistemas;
  • ·  Promove articulação das equipes com outros setores, visando a construção de iniciativas que favoreçam o processo de trabalho da vigilância.
  • ·     Planeja e prioriza ações de promoção da saúde, prevenção e controle de doenças e agravos conforme as evidencias cientificas, os princípios do sus e o contexto em que ocorrem;
  • ·    Estimula a reflexão da equipe sobre os limites e desafios vivenciados nos diversos momentos do processo de trabalho, identificando necessidades e oportunidades de educação permanente para uma pratica atualizada e de excelência na vigilância em saúde.





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