6º ENCONTRO PRESENCIAL
Como preparação para o sexto encontro presencial, foi solicitados
a todos para que fizéssemos uma narrativa de uma vivencia com as DCNT para se
fazer um trabalho em grupo diversidade e que todos teria que levar 10 cópias da
narrativa para ser distribuída com os demais participantes.
1º DIA
Foi dado inicio com a fala da
pesquisadora Laura falando de um projeto para avaliar o processo de
ensino-aprendizagem do Sírio Libanês. Apresentou os equipamentos que iriam ser
usados para gravação das atividades durante todo o encontro. Para que isso
acontecesse teria que todos permitir e a turma foi heterogênea, alguns
permitiram outros não. Os dois facilitadores tentaram explicar o intuito da
pesquisa a todos, tirando as dúvidas. Meu GD e meu GAF não permitiu a presença
da mesma nas discussões.
Apresenta o passo
a passo da rede explicativa de problemas, com um problema fictício para que a
gente se basei para fazer os nossos. Nesse momento mostraram como relatar os
descritores, que relação esses descritores deveriam ter com o problema em
questão. Esses descritores codifica e descreve os problemas. O descritor só tem
funcionalidade se caso tirar a carga negativa, consegue explicar o problema em
questão. Na identificação das causas e consequências, solidifica a explicação
geral do problema.
Após toda essa
etapa, visualizou-se a identificação do NÓ CRITICO, o qual terá prosseguimento
no próximo encontro presencial.
Em seguida nos
dividimos em GAF, para fazer esse movimento com as realidades locais.
TRABALHO
EM GAF
Voltamos a fazer o
movimento do TR2 identificando problemas, depois de uma discussão dos problemas
já identificados, resolvemos refazer todos os movimento para que conseguíssemos
ter domínio do programado. Cada membro do GAF colocou novamente três problemas
para fazer a união dos semelhantes.
Identificando
Problemas
1. Falta
de compromisso dos profissionais
2. Subnotificação
dos casos
3. Busca
ativa insuficiente de acordo com as normas do MS
4. Falta
de integração da rede
5. Dificuldade
no diagnóstico de hanseníase
6. Sala
inadequada para os padrões para realização de exames de escarro (TB)
7. Referencia
de hanseníase ineficiente
8. Falta
de fluxo de retorno
9. Falta
de profissionais bioquímicos
TR3
Priorizando os problemas.
Macroproblema
1. Subnotificação
dos casos de hanseníase
2. Busca
ativa ineficientes de acordo com as normas do MS
3. Falta
de integração da rede
4. Insegurança
para o diagnóstico de hanseníase
5. Referencia
de hanseníase insuficiente
6. Falta
de fluxo de retorno
Falta de profissionais
bioquímicos capacitados para o
diagnostico preciso de BK de hanseníase
MACROPROBLEMA
MAIOR: Subnotificação de casos de hanseníase
Após a identificação dos macroproblemas, nos deparamos a
fazer a matriz decisória I
Matriz
Decisória 1
Problema
|
Valor
|
Interesse
|
Notas (0 a10)
|
Ordem de prioridade
|
Subnotificação dos casos de hanseníase
|
ALTO
|
++++
|
10+10+10+10+10+10=60
|
2º
|
Busca ativa ineficientes de acordo com as normas do MS
|
ALTO
|
++++
|
10+10+10+10+10+9= 59
|
1º
|
Falta de integração da rede
|
ALTO
|
++++
|
10+9+10+9+9+9= 56
|
3º
|
Insegurança para o diagnóstico de hanseníase
|
ALTO
|
++++
|
9+9+9+9+9+8= 53
|
4º
|
Referencia de hanseníase insuficiente
|
ALTO (3)MEDIO(2)NEUTO (1)
|
0+++
|
7+10+9+8+8+7= 49
|
5º
|
Falta de fluxo de retorno
|
ALTO (5) NEUTRO (1)
|
++++
|
9+9+9+9+9+9= 53
|
4º
|
Falta de profissionais bioquímicos capacitados para o diagnostico preciso de BK de hanseniase
|
ALTO (2) MEDIO (4)
|
0+00
|
6+9+9+7+9+8= 48
|
6º
|
Matriz
de mapeamento de atores sociais
PROBLEMA PRIORIZADO:
Subnotificação de casos de hanseníase
ATORES SOCIAIS
|
VALOR
|
INTERESSE
|
SECRETARIOS DE SAÚDE MUNICIPAIS DA
REGIONAL
|
ALTO
|
+
|
COORDENADOR DE ATENÇÃO À SAÚDE DA
REGIONAL
|
ALTO
|
+
|
COORDENADOR DE ATENÇÃO À SAÚDE
MUNICIPAL
|
ALTO
|
+
|
COORDENADOR DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DA
REGIONAL
|
ALTO
|
+
|
COORDENADOR DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
MUNICIPAL
|
ALTO
|
+
|
PROFISSIONAIS DA REDE
|
ALTO
|
-
|
GERENTE DA GERES
|
ALTO
|
+
|
Em
seguida voltamos todos os GAF para devolutiva do especialista, para solucionar
as dúvidas surgidas nos trabalhos em grupo.
EXPLICANDO
PROBLEMAS NO CIRCULANDO SABERES
Importância de trabalhar a
explicação de problema é fundamental para ampliar o olhar com possibilidade de
identificar as mudanças para aquela realidade. Esse olhar tem que ser
sistêmico, para conseguir a explicação da realidade momento fundamental.
DESCRITOR: descrever o problema, identificar os impactos da
realidade quantificando e trazendo uma carga negativa para o problema na
realidade local. Pensar sinais e sintomas daquele problema.
CAUSA: o que leva a acontecer aquilo
CONSEQUENCIA: convencer o gestor a comprar a ideia da intervenção.
Hora de mostrar a realidade. Demora mais tempo a ser impactado.
A quantificação é para o monitoramento do meu banco na avaliação
do problema.
DICAS DE
IDENTIFICAÇÃO DE CAUSAS E CONSEQUENCIAS
·
Fazer a correlação e separar com cores
·
Identificar as correlações
·
Qual o nó explicativo impacta no outro, com a saída ou entrada das
flechas
DEFINIÇÃO DE NÓ CRITICO
Não consegue atuar
sobre as causas e problemas ao mesmo tempo. Vê que área de atuação podem está
envolvidos no problema.
TR5 –
Explicando problemas
A explicação do
problema é uma reconstrução simplificada dos processos que o geram e das
consequência identificadas. Essa explicitação gera um diagrama de causa e
efeito.
Possibilita a
identificação de potenciais obstáculos e oportunidades para a intervenção.
Arvore
explicativa
Descritores: Nº
de casos notificados abaixo do preconizado pelo MS (d1) / 90% das fichas de
notificação são incompletas (d2) / 60% dos municípios são silenciosos (não
detecta) (d3)
CAUSAS
|
Consequência
|
6 Falta de busca
ativa
|
Disseminação de
casos na comunidade
|
12 Falta de
educação continuada para os profissionais da AB e VS
|
Incompletitude do
banco de dados
|
11 Falta de
comprometimento da AB no diagnostico
|
Surgimento de
incapacidades nos pacientes
|
6 Falta de apoio da
gestão
|
Diminuição de
recursos financeiros
|
11Falta de
conhecimento em hanseníase pelos profissionais
|
Falta de medicação
|
10 Medo /
desconhecimento do preenchimento da ficha
|
|
4 Falta de educação
em saúde
|
|
3 Falta de
conhecimento em hanseníase pela população
|
NÓ CRITICO: FALTA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA OS
PROFISSIONAIS DA AB E VS
FILME
VIAGEM
FILME: AND THE BAND PLAYED ON
E A VIDA
CONTINUA
O filme “E a vida continua” de 1993
do diretor Roger Spottiswoode, retrata o contexto do aparecimento da AIDS, esboçando
todo um panorama sobre as dificuldades de se caracterizar e identificar essa
nova doença, bem como sobre sua influência na mudança dos hábitos
comportamentais da época.
Essa enfermidade é tratada no filme
como epidemia, mas hoje em dia, por ter se espalhado pelo planeta, é melhor
classificada como pandemia. Os seus primeiros casos surgem nos hospitais da
França e dos Estados Unidos. Em comum os doentes apresentavam Pneumonia por
pneumocistis (mesmo conhecida por ser letal apenas quando associada a outra
doença, apresentava casos de mortes sem explicação), além de outras doenças
secundárias incomuns em pacientes de determinada faixa de idade, isso porque a
AIDS destrói as células do sistema imunológico dos indivíduos, deixando o
organismo vulnerável à instalação de doenças, e algumas dessas eram mais
prevalentes naquele período.
Quando
esses casos são notificados aos Centro de controle de doenças de Atlanta, uma
equipe é montada para o levantamento de dados. Esses pesquisadores, auxiliados
pelo Dr. Don Francis, entram em contato com doentes e familiares, e lançando
mão de um instrumento, fazem os primeiros questionários e coletas de
informações. Além de utilizarem fichas e prontuários médicos, classificados
como unidade de investigação agregada, para complementar o estudo. Neste
instrumento são utilizadas variáveis quantitativas, como por exemplo “Número de
relações sexuais/ano” e qualitativas relacionadas à pessoa, tais como: estilo
de vida, alimentação, ambientes frequentados (com particular atenção às saunas,
local que aparecia nas pesquisas como possível locus de transmissão).
O
aparecimento da patologia se dá atrelada a uma forte polêmica. Uma vez que, de
início, se manifesta exclusivamente na comunidade gay, esta é associada como a
população de estudo. A enfermidade é tida socialmente como uma espécie de
castigo divino, sendo veiculada nas mídias como a “peste gay” ou o “câncer
gay”. Além disso o fato de ser homossexual é visto como um fator de risco para
manifestar a doença.
Nas
reuniões da equipe, muitas hipóteses são propostas, mas após análises
bioestatísticas, relacionadas ao aumento da taxa de mortalidade para a doença
(de 40% para 100%) supõem que ela seja causada por um agente infeccioso (viral)
de transmissão sexual e partem para um estudo mais aprofundado a partir desta
premissa. A transmissão sexual é comprovada, a partir de entrevistas com muitos
doentes em potencial, pessoas já doentes e seus casos amorosos. No filme, um
dos cientistas elabora uma espécie de esquema que comprova o contágio por via
sexual, tendo por base um comissário de bordo de Nova Yorque.
A
medida que o tempo passa, o número de casos novos (incidência) só aumenta e o
levantamento de dados vai sendo feito conforme ocorre esses casos (levantamento
contínuo). Na película, ainda é passível de identificar casos autóctones (cuja
transmissão acontece no local de manifestação da doença), tais quais os
acometidos pelo agravo a partir de transfusões de sangue, e um possível caso
alóctone, representado pelo rapaz que, segundo seu amigo, pode ter sido
infectado em Nova York.
O
Dr. Don Francis encontra alguns empecilhos para dar procedimento ás suas
pesquisas, além dos Investimentos governamentais serem curtos, o laboratório
era precário e limitava muito suas descobertas. Quando são notificados os
primeiros casos da doença em bebês, haitianos heterossexuais e hemofílicos, os
cientistas observam o sangue como outro possível responsável (além da relação
sexual em si) pela transmissão, o que além de acabar com a ideia de uma doença
exclusiva para homossexuais, também permite o início das discussões para
iniciar as primeiras intervenções: O fechamento das saunas e o uso de testes de
hepatite B (88% confiáveis para detectar também a nova doença) em doadores dos
bancos de sangue.
Com
a possibilidade de se tratar de um Retrovírus como nos casos de câncer felino e
hepatite b, para acelerar as descobertas e o isolamento do vírus, o Dr. Don
Francis firma uma parceria com 2 Institutos de pesquisa que mais tarde brigarão
na justiça pela patente do retrovírus causador. Neste ponto, o filme critica
ativamente a posição do Dr. Gallo enquanto pesquisador, colocando como
anti-ético o fato do mesmo se apossar de dados do outro instituto e usá-los
como seus.
O
filme se encerra com sutis mudanças na sociedade da época e uma forte crítica
político-social. O número de mortos atinge proporções assustadoras, as pessoas
passam a conviver com a ameaça da doença, mas nenhum tratamento é apresentado,
o Dr. Don Franci se afasta do CDC e começa a trabalhar numa vacina contra a
doença e nenhum novo investimento é feito, as pesquisas tem continuidade com as
mesmas dificuldades que apresentava no início.
2º DIA
Inicia-se
o dia fazendo a avaliação individual do aluno e do facilitador, em formulários
e que cada um se avalia também.
Forma
de você se auto avaliar, como está seu desempenho, identificar fragilidades e
adquirir formas de refazer o que ainda não atendeu, claro que se policiando e
estabelecendo prazos. Avaliação do facilitador, de todas as suas funções de
desempenho junto ao especializando.
GD6 – MUDANÇA DE
COMPONENTES
Avaliação
e sentimentos do filme, com as tarjetas na mesa exemplificando cada uma.
Minha palavra foi de raiva, pois depois de tanto trabalho, por orgulho e
por nome, passa a perna nos demais companheiro para ganhar nome e glamour.
NARRATIVAS DAS DCNT
PROCESSAMENTO DAS NARRATIVAS
PROBLEMAS:
·
Falta de atuação do núcleo de promoção a saúde;
·
Falta de educação em saúde para a comunidade de forma continuada;
·
Ausência de NASF em todas as cidades;
·
Falta de infraestrutura da academia da saúde;
·
Ausência de proposito cientifico em campanhas de saúde;
·
Alto índice de obesidade;
·
Falta de divulgação das ações de promoção a saúde;
·
Resistência de adesão ao tratamento;
·
Falta de melhor administração dos recursos financeiros das DCNT;
·
Falha na execução dos programas: academia da saúde e tabagismo;
·
Falta de apoio e interesse por parte do gestor;
·
Número crescente dos casos de DCNT;
·
Equipe multiprofissional deficiente;
·
Impacto negativo nas DCNT na vida do acometido e da família;
·
Pouca articulação entre os profissionais inter e intra setorial;
·
Falta de gerenciamento de recursos para executar o plano de ação ao
combate as DCNT.
HIPOTESES
·
Falta de gerenciamento de recursos para executar o plano de ação no
combate as DCNT, bem como o desinteresse e apoio por parte do gestor;
·
Falta de direcionamento do profissional;
·
Equipe multiprofissional deficiente;
·
Pouca articulação Inter e intrasetorial;
·
Falta de interesse dos profissionais;
·
Falta de incentivo aos profissionais;
·
Não atingir os critérios exigidos pelo MS;
·
Diagnostico deficiente por parte dos profissionais;
·
Resistência de adesão ao tratamento pela população;
·
Falha nas ações de promoção a saúde e educação em saúde;
·
Multifatores atrelados a fatores farmacológico e não farmacológico;
·
Falta de conhecimento dos profissionais.
QUESTÕES DE
APRENDIZAGEM
1. Como enfrentar de forma
efetiva as DCNT baseadas na promoção à saúde?
2. Quais as
ferramentas disponíveis para enfrentar as DCNT e porque não são eficientes?
Seguindo
o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não
Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022, do Ministério da Saúde (MS).
O
Plano visa a preparar o Brasil para enfrentar e deter, nos próximos dez anos,
as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), entre as quais: acidente
vascular cerebral, infarto, hipertensão arterial, câncer, diabetes e doenças
respiratórias crônicas. No país, essas doenças constituem o problema de saúde
de maior magnitude e correspondem a cerca de 70% das causas de mortes,
atingindo fortemente camadas pobres da população e grupos mais vulneráveis,
como a população de baixa escolaridade e renda. Na última década, observou-se
uma redução de aproximadamente 20% nas taxas de mortalidade pelas DCNT, o que
pode ser atribuído à expansão da Atenção Básica, melhoria da assistência e
redução do consumo do tabaco desde os anos 1990, mostrando importante avanço na
saúde dos brasileiros. Como determinantes sociais das DCNT, são apontadas as
desigualdades sociais, as diferenças no acesso aos bens e aos serviços, a baixa
escolaridade, as desigualdades no acesso à informação, além dos fatores de
risco modificáveis, como tabagismo, consumo de bebida alcoólica, inatividade
física e alimentação inadequada, tornando possível sua prevenção.
Como
resposta ao desafio das DCNT, o Ministério da Saúde do Brasil tem implementado
importantes políticas de enfrentamento dessas doenças, com destaque para a
Organização da Vigilância de DCNT, cujo objetivo é conhecer a distribuição, a
magnitude e a tendência das doenças crônicas e agravos e seus fatores de risco,
além de apoiar as políticas públicas de promoção à saúde. A Política Nacional
de Promoção da Saúde (PNPS) tem priorizado diversas ações no campo da
alimentação saudável, atividade física, prevenção do uso do tabaco e álcool e
também é uma 9 prioridade de governo.
O Programa Academia da Saúde, criado em abril
de 2011, visa à promoção de atividade física e tem meta de expansão para 4 mil
municípios até 2015. Entre as ações de enfrentamento do tabagismo, destacamse
as ações regulatórias, como proibição da propaganda de cigarros, advertências
sobre o risco de problemas nos maços do produto e adesão à Convenção-Quadro
para o Controle do Tabaco em 2006.
No
campo da alimentação saudável, o incentivo ao aleitamento materno tem sido uma
importante iniciativa do MS, ao lado do Guia Alimentar para a População
Brasileira, da rotulagem dos alimentos e dos acordos com a indústria para a
eliminação das gorduras trans e, recentemente, para a redução de sal nos
alimentos. Além disso, nos últimos anos, ocorreu uma importante expansão da
Atenção Básica em Saúde, que, hoje, cobre cerca de 60% da população brasileira.
As equipes atuam em território definido, com população adstrita, realizando
ações de promoção, vigilância em saúde, prevenção e assistência, além de
acompanhamento longitudinal dos usuários, o que é fundamental na melhoria da
resposta ao tratamento dos usuários com DCNT. Outro destaque refere-se à
expansão da atenção farmacêutica e à distribuição gratuita de mais de 15
medicamentos para hipertensão e diabetes (anti-hipertensivos, insulinas,
hipoglicemiante, estatina, entre outros). Em março de 2011, o programa Farmácia
Popular/Saúde Não Tem Preço passou a ofertar medicamentos para hipertensão e
diabetes e, atualmente, mais de 17.500 farmácias privadas já estão cadastradas
para a distribuição gratuita desses medicamentos.
Além
disso, o governo brasileiro lançou, em 2011, o Programa Brasil sem Miséria, que
pretende reduzir a pobreza destacando ações para o enfrentamento de doenças
crônicas como hipertensão arterial e diabetes. O objetivo do Plano de
Enfrentamento de DCNT é o de promover o desenvolvimento e a implementação de
políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências
para a prevenção e o controle das DCNT e seus fatores de risco e fortalecer os
serviços de saúde voltados às doenças crônicas. O Plano aborda os quatro
principais grupos de doenças (circulatórias, câncer, respiratórias crônicas e
diabetes) e seus fatores de risco em comum modificáveis (tabagismo, álcool,
inatividade física, alimentação não saudável e obesidade) e define diretrizes e
ações em: a) vigilância, informação, avaliação e monitoramento; b) promoção da
saúde; c) cuidado integral.
DCNT no Brasil
As
doenças crônicas não transmissíveis constituem o problema de saúde de maior
magnitude e correspondem a 72% das causas de mortes. As DCNT atingem fortemente
camadas pobres da população e grupos vulneráveis. Em 2007, a taxa de
mortalidade por DCNT no Brasil foi de 540 óbitos por 100 mil habitantes
(SCHMIDT, 2011). Apesar de elevada, observou-se redução de 20% nessa taxa na
última década, principalmente em relação às doenças do aparelho circulatório e
respiratórias crônicas. Entretanto, as taxas de mortalidade por diabetes e
câncer aumentaram nesse mesmo período.
A redução das DCNT pode ser, em parte,
atribuída à expansão da Atenção Básica, melhoria da assistência e redução do
tabagismo nas últimas duas décadas, que passou de 34,8% (1989) para 15,1%
(2010). Fatores de risco no Brasil: os níveis de atividade física no lazer na
população adulta são baixos (15%) e apenas 18,2% consomem cinco porções de
frutas e hortaliças em cinco ou mais dias por semana. 34% consomem alimentos
com elevado teor de gordura e 28% consomem refrigerantes cinco ou mais dias por
semana, o que contribui para o aumento da prevalência de excesso de peso e
obesidade, que atingem 48% e 14% dos adultos, respectivamente (BRASIL, 2011).
Políticas de DCNT no
Brasil em destaque
Organização
da Vigilância de DCNT: O Brasil vem organizando, nos últimos anos, ações no
sentido de estruturar e operacionalizar um sistema de vigilância específico
para as doenças crônicas não transmissíveis, de modo a conhecer a distribuição,
a magnitude e a tendência das doenças crônicas e seus fatores de risco e apoiar
as políticas públicas de promoção da saúde. Em 2003, realizou-se o primeiro
inquérito domiciliar sobre comportamento de risco e morbidade referida de
agravos não transmissíveis, que constituiu a linha de base do país no
monitoramento dos principais fatores de risco. 12 Em 2006, foi implantado o
VIGITEL, inquérito por telefone que, com 54 mil entrevistas anuais, investiga a
frequência de fatores de risco e proteção para doenças crônicas e morbidade
referida em adultos (≥18 anos) residentes em domicílios com linha fixa de
telefone nas capitais do Brasil. Em 2008, a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (PNAD) incluiu, como parte da iniciativa do Global Adult Tobacco
Survey (GATS), informações sobre morbidade e alguns fatores de risco e, ainda,
a Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab). Em 2009, foi realizada a I Pesquisa
Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), inquérito com cerca de 63 mil alunos do
9º ano das escolas públicas e privadas das capitais do Brasil e do Distrito
Federal, feito em parceria entre o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e os Ministério da Saúde e da Educação, que acontecerá a
cada três anos.
O
monitoramento da morbimortalidade em DCNT, componente essencial para a
vigilância, é realizado por meio dos sistemas de informações do SUS e outros.
Outras atividades neste processo são as capacitações das equipes de saúde de
estados e municípios, com o estabelecimento de atividades e estratégias de
prevenção, promoção e assistência e com a definição de indicadores para
monitoramento e de metodologias apropriadas às realidades regionais e locais. –
Política Nacional de Promoção da Saúde: Aprovada em 2006, prioriza ações de
alimentação saudável, atividade física, prevenção ao uso do tabaco e álcool,
inclusive com transferência de recursos a estados e municípios para a
implantação dessas ações de uma forma intersetorial e integrada. – Atividade
Física: O Ministério da Saúde lançou, em 7 de abril de 2011, o programa
Academia da Saúde, com o objetivo de promoção da saúde por meio de atividade
física, com meta de expansão a 4 mil academias até 2014. Desde 2006, a
Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde apoia e financia
programas de atividade física. Somente em 2011, há mais de mil projetos em
andamento em todo o país. – Tabaco: O sucesso da política antitabaco é um ponto
de grande relevância que reflete no declínio da prevalência das DCNT.
Destacam-se
as ações regulatórias, como a proibição da propaganda de cigarros, as
advertências sobre o risco de problemas nos maços do produto, a adesão à
Convenção-Quadro do Controle do Tabaco em 2006, entre outras. Em 2011, foram
realizadas consultas públicas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) para ampliar as advertências nos maços, o maior controle da propaganda
nos pontos de venda e a proibição de aditivos de sabor nos cigarros. 13 –
Alimentação: O incentivo ao aleitamento materno e à alimentação complementar
saudável tem sido uma importante iniciativa do MS, ao lado de mensagens claras,
como o Guia Alimentar para a População Brasileira, e parcerias, como a do
Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) no programa Bolsa
Família.
O
Brasil também se destaca na regulamentação da rotulagem dos alimentos. Além
disso, foram realizados acordos com a indústria para a redução do teor das
gorduras trans e, recentemente, novos acordos voluntários de metas de redução
de sal em 10% ao ano em alimentos industrializados. – Expansão da Atenção
Básica: A Atenção Básica em Saúde cobre cerca de 60% da população brasileira.
As equipes atuam em território definido, com população adstrita, realizando
ações de promoção, vigilância em saúde, prevenção, assistência, além de
acompanhamento longitudinal dos usuários, o que é fundamental na melhoria da
resposta ao tratamento dos usuários com DCNT. Foram publicados os Cadernos da
Atenção Básica e guias para o controle de hipertensão arterial, diabetes,
obesidade, doenças do aparelho circulatório, entre outros. – Distribuição
gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes: Expansão da atenção
farmacêutica e da distribuição gratuita de 11 medicamentos para hipertensão e
diabetes.
Em
março de 2011, o programa Farmácia Popular passou a ofertar medicamentos
gratuitos para hipertensão e diabetes em mais de 17.500 farmácias privadas
credenciadas. Essa medida ampliou o acesso e foram atendidos, até julho de
2011, 2,1 milhões de hipertensos e 788 mil diabéticos, representando um aumento
de 194%, comparado com janeiro do mesmo ano. – Ampliação de exames preventivos
para os cânceres da mama e do colo do útero: Houve aumento na cobertura de
exame preventivo de câncer de mama (mamografia) nos últimos dois anos de 46,1%
(2003) para 54,2% (2008) em mulheres com idade entre 50 e 69 anos e aumento na
cobertura de exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três
anos de 73,1% (2003) para 78,4% (2008) entre mulheres com idade entre 25 e 64
anos, segundo a PNAD 2008 (IBGE, 2010). Ainda persistem desigualdades em
relação à escolaridade e região, que precisam ser superadas. A realização de
mamografia nos últimos dois anos variou de 68,3% (mulheres com até 8 anos de
estudo) a 87,9% (mulheres com 12 e mais anos de estudo), segundo o VIGITEL 2010
(BRASIL, 2011).
Promoção da saúde
Compreendendo
a importância das parcerias para superar os fatores determinantes do processo
saúde-doença, foram definidas diferentes ações envolvendo diversos ministérios
(Educação, Cidades, Esporte, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social,
Meio Ambiente, Agricultura/Embrapa, Trabalho e Planejamento), a Secretaria
Especial de Direitos Humanos, a Secretaria de Segurança Pública, órgãos de
trânsito e outros, além de organizações não governamentais, empresas e
sociedade civil, com o objetivo de viabilizar as intervenções que impactem
positivamente na redução dessas doenças e seus fatores de risco, em especial
para as populações em situação de vulnerabilidade.
Principais ações:
Atividade física
1.
Programa
Academia da Saúde: Construção de espaços saudáveis que promovam ações de
promoção da saúde e estimulem a atividade física/práticas corporais, o lazer e
modos de vida saudáveis em articulação com a Atenção Básica em Saúde.
2. Programa Saúde na
Escola: Universalização do acesso ao incentivo material e financeiro do PSE a
todos os municípios brasileiros, com o compromisso de ações no âmbito da
avaliação nutricional, avaliação antropométrica, detecção precoce de
hipertensão arterial, sistêmica, promoção de atividades físicas e corporais,
promoção da alimentação saudável e de segurança alimentar no ambiente escolar.
3. Praças do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC): Fortalecimento do componente da construção de
praças do PAC 2, no Eixo Comunidade Cidadã, como um equipamento que integra
atividades e serviços culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e
qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas
de prevenção à violência e de inclusão digital, oferecendo cobertura a todas as
faixas etárias.
4. Reformulação de
espaços urbanos saudáveis: Criação do Programa Nacional de Calçadas Saudáveis e
construção e reativação de ciclovias, parques, praças e pistas de caminhadas.
5. Campanhas de
comunicação: Criação de campanhas que incentivem a prática de atividade física
e hábitos saudáveis, articulando com grandes eventos, como a Copa do Mundo de
Futebol (2014) e as Olimpíadas (2016).
Alimentação saudável
1. Escolas: Promoção de
ações de alimentação saudável no Programa Nacional de Alimentação Escolar.
2. Aumento da oferta de
alimentos saudáveis: Estabelecimento de parcerias e acordos com a sociedade
civil (agricultores familiares, pequenas associações e outros) para o aumento
da produção e da oferta de alimentos in natura, tendo em vista o acesso à alimentação
adequada e saudável. Apoio a iniciativas intersetoriais para o aumento da
oferta de alimentos básicos e minimamente processados, no contexto da produção,
do abastecimento e do consumo.
3. Regulação da
composição nutricional de alimentos processados: Estabelecimento de acordo com
o setor produtivo e parceria com a sociedade civil, com vistas à prevenção de
DCNT e à promoção da saúde, para a redução do sal e do açúcar nos alimentos.
4. Redução dos preços
dos alimentos saudáveis: Proposição e fomento à adoção de medidas fiscais, tais
como redução de impostos, taxas e subsídios, objetivando reduzir os preços dos
alimentos saudáveis (frutas, hortaliças), a fim de estimular o seu consumo.
5. Plano Intersetorial
de Controle e Prevenção da Obesidade: Implantação do Plano visando à redução da
obesidade na infância e na adolescência e à detenção do crescimento da
obesidade em adultos.
6. Regulamentação da
publicidade de alimentos: Estabelecimento de regulamentação específica para a
publicidade de alimentos, principalmente para crianças.
Tabagismo e álcool
1. Adequação da
legislação nacional que regula o ato de fumar em recintos coletivos.
2. Ampliação das ações
de prevenção e de cessação do tabagismo, com atenção especial aos grupos mais
vulneráveis (jovens, mulheres, população de menor renda e escolaridade,
indígenas, quilombolas).
3. Fortalecimento da
implementação da política de preços e de aumento de impostos dos produtos
derivados do tabaco e álcool, com o objetivo de reduzir o consumo, conforme
preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
4. Apoio à
intensificação de ações fiscalizatórias em relação à venda de bebidas
alcoólicas a menores de 18 anos.
5. Fortalecimento, no
Programa Saúde na Escola (PSE), das ações educativas voltadas à prevenção e à
redução do uso de álcool e do tabaco.
6. Apoio a iniciativas
locais de legislação específica em relação ao controle de pontos de venda de álcool
e horário noturno de fechamento de bares e outros pontos correlatos de
comércio.
Envelhecimento ativo
1. Implantação de um
modelo de atenção integral ao envelhecimento ativo, favorecendo ações de
promoção da saúde, prevenção e atenção integral.
2. Promoção do
envelhecimento ativo e ações de saúde suplementar.
3. Incentivo aos idosos
para a prática da atividade física regular no programa Academia da Saúde.
4. Capacitação das
equipes de profissionais da Atenção Básica em Saúde para o atendimento,
acolhimento e cuidado da pessoa idosa e de pessoas com condições crônicas.
5. Incentivar a
ampliação da autonomia e independência para o autocuidado e o uso racional de
medicamentos.
6. Criar programas para
formação do cuidador de pessoa idosa e de pessoa com condições crônicas na
comunidade. c)
Cuidado integral
Serão
realizadas ações visando ao fortalecimento da capacidade de resposta do Sistema
Único de Saúde e à ampliação de um conjunto de intervenções diversificadas
capazes de uma abordagem integral da saúde com vistas à prevenção e ao controle
das DCNT.
Principais ações:
1. Linha de cuidado de
DCNT: Definir e implementar protocolos e diretrizes clínicas das DCNT com base
em evidências de custo-efetividade, vinculando os portadores ao cuidador e à
equipe da Atenção Básica, garantindo a referência e contrarreferência para a
rede de especialidades e hospitalar, favorecendo a continuidade do cuidado e a
integralidade na atenção. Desenvolver sistema de informação de gerenciamento de
DCNT.
2. Capacitação e
telemedicina: Capacitação das equipes da Atenção Básica em Saúde, expandindo
recursos de telemedicina, segunda opinião e cursos a distância, qualificando a
resposta às DCNT.
3. Medicamentos
gratuitos: Ampliação do acesso gratuito aos medicamentos e insumos estratégicos
previstos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas das DCNT e
tabagismo.
4. Câncer do colo do
útero e de mama: Fortalecer as ações de prevenção e qualificação do diagnóstico
precoce e tratamento dos cânceres do colo de útero e de mama; garantir acesso
ao exame preventivo e à mamografia de rastreamento de qualidade a todas as
mulheres nas faixas etárias e periodicidade preconizadas, independentemente de
renda, raça/cor, reduzindo desigualdades; garantir tratamento adequado às
mulheres com diagnóstico de lesões precursoras; garantir avaliação diagnóstica
dos casos de mamografia com resultado anormal; e garantir tratamento adequado
aos casos de mulheres com diagnóstico confirmado de câncer de mama ou
diagnóstico de lesões benignas.
5. Saúde Toda Hora: a.
Atenção às Urgências: Fortalecimento do cuidado ao portador de DCNT na rede de
urgência, integrado entre unidades de promoção, prevenção e atendimento à
saúde, com o objetivo de ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral
aos usuários em situação de urgência nos serviços de saúde de forma ágil e
oportuna. b. Atenção Domiciliar: Ampliação do atendimento a pessoas com
dificuldades de locomoção ou que precisem de cuidados regulares, mas não de
hospitalização, por meio de um conjunto de ações de Promoção à Saúde, prevenção
e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio com garantia de
continuidade de cuidados e integradas às Redes de Atenção à Saúde. c. Linha do
Cuidado do Enfarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Encefálico
(AVE) na Rede de Atenção às Urgências: Qualificação e integração de todas as
unidades de saúde da Rede de Atenção às Urgências para permitir que os
pacientes com IAM e AVE sejam atendidos, diagnosticados e tratados rapidamente,
com acesso às terapias estabelecidas nos Protocolos Clínicos e Diretrizes
Terapêuticas, garantindo ao usuário o acesso e o tratamento adequados em tempo
hábil.
Curso de Epi Info 7.2, pela plataforma do Pro Epi, concluído com sucesso.
COMPETENCIAS ADIQUIRIDAS
- 1. Dimensiona e avalia a estrutura e os recursos disponíveis nos serviços para o desenvolvimento das práticas de vigilância, identificando as situações prioritárias a serem enfrentadas para a promoção da integralidade em saúde.
- 2. Promove o trabalho de equipes multiprofissionais, considerando as capacidades requeridas para a organização das ações de vigilância.
- 3. Promove a articulação das equipes com outros setores, visando a construção de iniciativas que favoreçam o processo de trabalho da vigilância.
- Analisa as necessidades existentes em saúde, relacionando-as a capacidade instalada, identificando ações e serviços disponíveis ou a serem criados
- Identifica, oportunamente, riscos, vulnerabilidades, danos e agravos de interesse para a saúde publica, compartilhando informações com diferentes atores sociais
- Estimula a reflexão da equipe sobre os limites e desafios vivenciados nos diversos momentos do processo de trabalho, identificando necessidades e oportunidades de educação permanente para uma pratica atualizada e de excelência na vigilância em saúde.
Consegui
adquirir essas competências com o estudo do surto de tuberculose e
principalmente com a criação da narrativa e desdobramento dos trabalhos através
da vivencia de cada pessoa ali descrita.



















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