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6º ENCONTRO PRESENCIAL


6º ENCONTRO PRESENCIAL


Como preparação para o sexto encontro presencial, foi solicitados a todos para que fizéssemos uma narrativa de uma vivencia com as DCNT para se fazer um trabalho em grupo diversidade e que todos teria que levar 10 cópias da narrativa para ser distribuída com os demais participantes.


1º DIA

           
Foi dado inicio com a fala da pesquisadora Laura falando de um projeto para avaliar o processo de ensino-aprendizagem do Sírio Libanês. Apresentou os equipamentos que iriam ser usados para gravação das atividades durante todo o encontro. Para que isso acontecesse teria que todos permitir e a turma foi heterogênea, alguns permitiram outros não. Os dois facilitadores tentaram explicar o intuito da pesquisa a todos, tirando as dúvidas. Meu GD e meu GAF não permitiu a presença da mesma nas discussões.


 OTPA 4: CIRCULANDO SABERES – ÁRVORE DE PROBLEMAS
            Apresenta o passo a passo da rede explicativa de problemas, com um problema fictício para que a gente se basei para fazer os nossos. Nesse momento mostraram como relatar os descritores, que relação esses descritores deveriam ter com o problema em questão. Esses descritores codifica e descreve os problemas. O descritor só tem funcionalidade se caso tirar a carga negativa, consegue explicar o problema em questão. Na identificação das causas e consequências, solidifica a explicação geral do problema.
            Após toda essa etapa, visualizou-se a identificação do NÓ CRITICO, o qual terá prosseguimento no próximo encontro presencial.
            Em seguida nos dividimos em GAF, para fazer esse movimento com as realidades locais.

TRABALHO EM GAF

            Voltamos a fazer o movimento do TR2 identificando problemas, depois de uma discussão dos problemas já identificados, resolvemos refazer todos os movimento para que conseguíssemos ter domínio do programado. Cada membro do GAF colocou novamente três problemas para fazer a união dos semelhantes.


Identificando Problemas
1.    Falta de compromisso dos profissionais
2.    Subnotificação dos casos
3.    Busca ativa insuficiente de acordo com as normas do MS
4.    Falta de integração da rede
5.    Dificuldade no diagnóstico de hanseníase
6.    Sala inadequada para os padrões para realização de exames de escarro (TB)
7.    Referencia de hanseníase ineficiente
8.    Falta de fluxo de retorno
9.    Falta de profissionais bioquímicos 


            TR3 Priorizando os problemas.




Macroproblema

1.    Subnotificação dos casos de hanseníase
2.    Busca ativa ineficientes de acordo com as normas do MS
3.    Falta de integração da rede
4.    Insegurança para o diagnóstico de hanseníase
5.    Referencia de hanseníase insuficiente
6.    Falta de fluxo de retorno
Falta de profissionais bioquímicos capacitados para  o diagnostico preciso de BK de hanseníase
MACROPROBLEMA  MAIOR: Subnotificação de casos de hanseníase

Após a identificação dos macroproblemas, nos deparamos a fazer a matriz decisória I


Matriz Decisória 1

Problema
Valor
Interesse
Notas (0 a10)
Ordem de prioridade
Subnotificação dos casos de hanseníase
ALTO
++++
10+10+10+10+10+10=60
Busca ativa ineficientes de acordo com as normas do MS
ALTO
++++
10+10+10+10+10+9= 59
Falta de integração da rede
ALTO
++++
10+9+10+9+9+9= 56
Insegurança para o diagnóstico de hanseníase
ALTO
++++
9+9+9+9+9+8= 53
Referencia de hanseníase insuficiente
ALTO (3)MEDIO(2)NEUTO (1)
0+++
7+10+9+8+8+7= 49
Falta de fluxo de retorno
ALTO (5) NEUTRO (1)
++++
9+9+9+9+9+9= 53
Falta de profissionais bioquímicos capacitados para  o diagnostico preciso de BK de hanseniase
ALTO (2) MEDIO (4)
0+00
6+9+9+7+9+8= 48


Matriz de mapeamento de atores sociais


PROBLEMA PRIORIZADO: Subnotificação de casos de hanseníase
ATORES SOCIAIS
VALOR
INTERESSE
SECRETARIOS DE SAÚDE MUNICIPAIS DA REGIONAL
ALTO

+
COORDENADOR DE ATENÇÃO À SAÚDE DA REGIONAL
ALTO

+
COORDENADOR DE ATENÇÃO À SAÚDE MUNICIPAL
ALTO
+
COORDENADOR DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DA REGIONAL
ALTO
+
COORDENADOR DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE MUNICIPAL
ALTO
+
PROFISSIONAIS DA REDE
ALTO

-
GERENTE DA GERES
ALTO

+

Em seguida voltamos todos os GAF para devolutiva do especialista, para solucionar as dúvidas surgidas nos trabalhos em grupo.

EXPLICANDO PROBLEMAS NO CIRCULANDO SABERES

Importância de trabalhar a explicação de problema é fundamental para ampliar o olhar com possibilidade de identificar as mudanças para aquela realidade. Esse olhar tem que ser sistêmico, para conseguir a explicação da realidade momento fundamental.
DESCRITOR: descrever o problema, identificar os impactos da realidade quantificando e trazendo uma carga negativa para o problema na realidade local. Pensar sinais e sintomas daquele problema.
CAUSA: o que leva a acontecer aquilo
CONSEQUENCIA: convencer o gestor a comprar a ideia da intervenção. Hora de mostrar a realidade. Demora mais tempo a ser impactado.
A quantificação é para o monitoramento do meu banco na avaliação do problema.

DICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE CAUSAS E CONSEQUENCIAS
·         Fazer a correlação e separar com cores
·         Identificar as correlações
·         Qual o nó explicativo impacta no outro, com a saída ou entrada das flechas

DEFINIÇÃO DE NÓ CRITICO
            Não consegue atuar sobre as causas e problemas ao mesmo tempo. Vê que área de atuação podem está envolvidos no problema.

TR5 – Explicando problemas

            A explicação do problema é uma reconstrução simplificada dos processos que o geram e das consequência identificadas. Essa explicitação gera um diagrama de causa e efeito.
            Possibilita a identificação de potenciais obstáculos e oportunidades para a intervenção.




Arvore explicativa

Descritores: Nº de casos notificados abaixo do preconizado pelo MS (d1) / 90% das fichas de notificação são incompletas (d2) / 60% dos municípios são silenciosos (não detecta) (d3)
              
CAUSAS
Consequência
6 Falta de busca ativa
Disseminação de casos  na comunidade
12 Falta de educação continuada para os profissionais da AB e VS
Incompletitude do banco de dados
11 Falta de comprometimento da AB no diagnostico
Surgimento de incapacidades nos pacientes
6 Falta de apoio da gestão
Diminuição de recursos financeiros
11Falta de conhecimento em hanseníase pelos profissionais
Falta de medicação
10 Medo / desconhecimento do preenchimento da ficha

4 Falta de educação em saúde

3 Falta de conhecimento em hanseníase pela população



NÓ CRITICO: FALTA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA OS PROFISSIONAIS DA AB E VS

FILME VIAGEM

FILME: AND THE BAND PLAYED ON
E A VIDA CONTINUA

O filme “E a vida continua” de 1993 do diretor Roger Spottiswoode, retrata o contexto do aparecimento da AIDS, esboçando todo um panorama sobre as dificuldades de se caracterizar e identificar essa nova doença, bem como sobre sua influência na mudança dos hábitos comportamentais da época.
Essa enfermidade é tratada no filme como epidemia, mas hoje em dia, por ter se espalhado pelo planeta, é melhor classificada como pandemia. Os seus primeiros casos surgem nos hospitais da França e dos Estados Unidos. Em comum os doentes apresentavam Pneumonia por pneumocistis (mesmo conhecida por ser letal apenas quando associada a outra doença, apresentava casos de mortes sem explicação), além de outras doenças secundárias incomuns em pacientes de determinada faixa de idade, isso porque a AIDS destrói as células do sistema imunológico dos indivíduos, deixando o organismo vulnerável à instalação de doenças, e algumas dessas eram mais prevalentes naquele período.
               Quando esses casos são notificados aos Centro de controle de doenças de Atlanta, uma equipe é montada para o levantamento de dados. Esses pesquisadores, auxiliados pelo Dr. Don Francis, entram em contato com doentes e familiares, e lançando mão de um instrumento, fazem os primeiros questionários e coletas de informações. Além de utilizarem fichas e prontuários médicos, classificados como unidade de investigação agregada, para complementar o estudo. Neste instrumento são utilizadas variáveis quantitativas, como por exemplo “Número de relações sexuais/ano” e qualitativas relacionadas à pessoa, tais como: estilo de vida, alimentação, ambientes frequentados (com particular atenção às saunas, local que aparecia nas pesquisas como possível locus de transmissão).
               O aparecimento da patologia se dá atrelada a uma forte polêmica. Uma vez que, de início, se manifesta exclusivamente na comunidade gay, esta é associada como a população de estudo. A enfermidade é tida socialmente como uma espécie de castigo divino, sendo veiculada nas mídias como a “peste gay” ou o “câncer gay”. Além disso o fato de ser homossexual é visto como um fator de risco para manifestar a doença.
               Nas reuniões da equipe, muitas hipóteses são propostas, mas após análises bioestatísticas, relacionadas ao aumento da taxa de mortalidade para a doença (de 40% para 100%) supõem que ela seja causada por um agente infeccioso (viral) de transmissão sexual e partem para um estudo mais aprofundado a partir desta premissa. A transmissão sexual é comprovada, a partir de entrevistas com muitos doentes em potencial, pessoas já doentes e seus casos amorosos. No filme, um dos cientistas elabora uma espécie de esquema que comprova o contágio por via sexual, tendo por base um comissário de bordo de Nova Yorque.
               A medida que o tempo passa, o número de casos novos (incidência) só aumenta e o levantamento de dados vai sendo feito conforme ocorre esses casos (levantamento contínuo). Na película, ainda é passível de identificar casos autóctones (cuja transmissão acontece no local de manifestação da doença), tais quais os acometidos pelo agravo a partir de transfusões de sangue, e um possível caso alóctone, representado pelo rapaz que, segundo seu amigo, pode ter sido infectado em Nova York.
               O Dr. Don Francis encontra alguns empecilhos para dar procedimento ás suas pesquisas, além dos Investimentos governamentais serem curtos, o laboratório era precário e limitava muito suas descobertas. Quando são notificados os primeiros casos da doença em bebês, haitianos heterossexuais e hemofílicos, os cientistas observam o sangue como outro possível responsável (além da relação sexual em si) pela transmissão, o que além de acabar com a ideia de uma doença exclusiva para homossexuais, também permite o início das discussões para iniciar as primeiras intervenções: O fechamento das saunas e o uso de testes de hepatite B (88% confiáveis para detectar também a nova doença) em doadores dos bancos de sangue.
               Com a possibilidade de se tratar de um Retrovírus como nos casos de câncer felino e hepatite b, para acelerar as descobertas e o isolamento do vírus, o Dr. Don Francis firma uma parceria com 2 Institutos de pesquisa que mais tarde brigarão na justiça pela patente do retrovírus causador. Neste ponto, o filme critica ativamente a posição do Dr. Gallo enquanto pesquisador, colocando como anti-ético o fato do mesmo se apossar de dados do outro instituto e usá-los como seus.
               O filme se encerra com sutis mudanças na sociedade da época e uma forte crítica político-social. O número de mortos atinge proporções assustadoras, as pessoas passam a conviver com a ameaça da doença, mas nenhum tratamento é apresentado, o Dr. Don Franci se afasta do CDC e começa a trabalhar numa vacina contra a doença e nenhum novo investimento é feito, as pesquisas tem continuidade com as mesmas dificuldades que apresentava no início.

2º DIA

               Inicia-se o dia fazendo a avaliação individual do aluno e do facilitador, em formulários e que cada um se avalia também.
               Forma de você se auto avaliar, como está seu desempenho, identificar fragilidades e adquirir formas de refazer o que ainda não atendeu, claro que se policiando e estabelecendo prazos. Avaliação do facilitador, de todas as suas funções de desempenho junto ao especializando.



GD6 – MUDANÇA DE COMPONENTES



               Avaliação e sentimentos do filme, com as tarjetas na mesa exemplificando cada uma.


Minha palavra foi de raiva, pois depois de tanto trabalho, por orgulho e por nome, passa a perna nos demais companheiro para ganhar nome e glamour.

NARRATIVAS DAS DCNT









PROCESSAMENTO DAS NARRATIVAS

PROBLEMAS:
·         Falta de atuação do núcleo de promoção a saúde;
·         Falta de educação em saúde para a comunidade de forma continuada;
·         Ausência de NASF em todas as cidades;
·         Falta de infraestrutura da academia da saúde;
·         Ausência de proposito cientifico em campanhas de saúde;
·         Alto índice de obesidade;
·         Falta de divulgação das ações de promoção a saúde;
·         Resistência de adesão ao tratamento;
·         Falta de melhor administração dos recursos financeiros das DCNT;
·         Falha na execução dos programas: academia da saúde e tabagismo;
·         Falta de apoio e interesse por parte do gestor;
·         Número crescente dos casos de DCNT;
·         Equipe multiprofissional deficiente;
·         Impacto negativo nas DCNT na vida do acometido e da família;
·         Pouca articulação entre os profissionais inter e intra setorial;
·         Falta de gerenciamento de recursos para executar o plano de ação ao combate as DCNT.

HIPOTESES
·         Falta de gerenciamento de recursos para executar o plano de ação no combate as DCNT, bem como o desinteresse e apoio por parte do gestor;
·         Falta de direcionamento do profissional;
·         Equipe multiprofissional deficiente;
·         Pouca articulação Inter e intrasetorial;
·         Falta de interesse dos profissionais;
·         Falta de incentivo aos profissionais;
·         Não atingir os critérios exigidos pelo MS;
·         Diagnostico deficiente por parte dos profissionais;
·         Resistência de adesão ao tratamento pela população;
·         Falha nas ações de promoção a saúde e educação em saúde;
·         Multifatores atrelados a fatores farmacológico e não farmacológico;
·         Falta de conhecimento dos profissionais.

QUESTÕES DE APRENDIZAGEM

1.    Como enfrentar de forma efetiva as DCNT baseadas na promoção à saúde?
2.    Quais as ferramentas disponíveis para enfrentar as DCNT e porque não são eficientes?

               Seguindo o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022, do Ministério da Saúde (MS).
               O Plano visa a preparar o Brasil para enfrentar e deter, nos próximos dez anos, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), entre as quais: acidente vascular cerebral, infarto, hipertensão arterial, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. No país, essas doenças constituem o problema de saúde de maior magnitude e correspondem a cerca de 70% das causas de mortes, atingindo fortemente camadas pobres da população e grupos mais vulneráveis, como a população de baixa escolaridade e renda. Na última década, observou-se uma redução de aproximadamente 20% nas taxas de mortalidade pelas DCNT, o que pode ser atribuído à expansão da Atenção Básica, melhoria da assistência e redução do consumo do tabaco desde os anos 1990, mostrando importante avanço na saúde dos brasileiros. Como determinantes sociais das DCNT, são apontadas as desigualdades sociais, as diferenças no acesso aos bens e aos serviços, a baixa escolaridade, as desigualdades no acesso à informação, além dos fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de bebida alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada, tornando possível sua prevenção.
               Como resposta ao desafio das DCNT, o Ministério da Saúde do Brasil tem implementado importantes políticas de enfrentamento dessas doenças, com destaque para a Organização da Vigilância de DCNT, cujo objetivo é conhecer a distribuição, a magnitude e a tendência das doenças crônicas e agravos e seus fatores de risco, além de apoiar as políticas públicas de promoção à saúde. A Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) tem priorizado diversas ações no campo da alimentação saudável, atividade física, prevenção do uso do tabaco e álcool e também é uma 9 prioridade de governo.
O Programa Academia da Saúde, criado em abril de 2011, visa à promoção de atividade física e tem meta de expansão para 4 mil municípios até 2015. Entre as ações de enfrentamento do tabagismo, destacamse as ações regulatórias, como proibição da propaganda de cigarros, advertências sobre o risco de problemas nos maços do produto e adesão à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco em 2006.
               No campo da alimentação saudável, o incentivo ao aleitamento materno tem sido uma importante iniciativa do MS, ao lado do Guia Alimentar para a População Brasileira, da rotulagem dos alimentos e dos acordos com a indústria para a eliminação das gorduras trans e, recentemente, para a redução de sal nos alimentos. Além disso, nos últimos anos, ocorreu uma importante expansão da Atenção Básica em Saúde, que, hoje, cobre cerca de 60% da população brasileira. As equipes atuam em território definido, com população adstrita, realizando ações de promoção, vigilância em saúde, prevenção e assistência, além de acompanhamento longitudinal dos usuários, o que é fundamental na melhoria da resposta ao tratamento dos usuários com DCNT. Outro destaque refere-se à expansão da atenção farmacêutica e à distribuição gratuita de mais de 15 medicamentos para hipertensão e diabetes (anti-hipertensivos, insulinas, hipoglicemiante, estatina, entre outros). Em março de 2011, o programa Farmácia Popular/Saúde Não Tem Preço passou a ofertar medicamentos para hipertensão e diabetes e, atualmente, mais de 17.500 farmácias privadas já estão cadastradas para a distribuição gratuita desses medicamentos.
               Além disso, o governo brasileiro lançou, em 2011, o Programa Brasil sem Miséria, que pretende reduzir a pobreza destacando ações para o enfrentamento de doenças crônicas como hipertensão arterial e diabetes. O objetivo do Plano de Enfrentamento de DCNT é o de promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle das DCNT e seus fatores de risco e fortalecer os serviços de saúde voltados às doenças crônicas. O Plano aborda os quatro principais grupos de doenças (circulatórias, câncer, respiratórias crônicas e diabetes) e seus fatores de risco em comum modificáveis (tabagismo, álcool, inatividade física, alimentação não saudável e obesidade) e define diretrizes e ações em: a) vigilância, informação, avaliação e monitoramento; b) promoção da saúde; c) cuidado integral.

DCNT no Brasil

               As doenças crônicas não transmissíveis constituem o problema de saúde de maior magnitude e correspondem a 72% das causas de mortes. As DCNT atingem fortemente camadas pobres da população e grupos vulneráveis. Em 2007, a taxa de mortalidade por DCNT no Brasil foi de 540 óbitos por 100 mil habitantes (SCHMIDT, 2011). Apesar de elevada, observou-se redução de 20% nessa taxa na última década, principalmente em relação às doenças do aparelho circulatório e respiratórias crônicas. Entretanto, as taxas de mortalidade por diabetes e câncer aumentaram nesse mesmo período.
                A redução das DCNT pode ser, em parte, atribuída à expansão da Atenção Básica, melhoria da assistência e redução do tabagismo nas últimas duas décadas, que passou de 34,8% (1989) para 15,1% (2010). Fatores de risco no Brasil: os níveis de atividade física no lazer na população adulta são baixos (15%) e apenas 18,2% consomem cinco porções de frutas e hortaliças em cinco ou mais dias por semana. 34% consomem alimentos com elevado teor de gordura e 28% consomem refrigerantes cinco ou mais dias por semana, o que contribui para o aumento da prevalência de excesso de peso e obesidade, que atingem 48% e 14% dos adultos, respectivamente (BRASIL, 2011).

Políticas de DCNT no Brasil em destaque

               Organização da Vigilância de DCNT: O Brasil vem organizando, nos últimos anos, ações no sentido de estruturar e operacionalizar um sistema de vigilância específico para as doenças crônicas não transmissíveis, de modo a conhecer a distribuição, a magnitude e a tendência das doenças crônicas e seus fatores de risco e apoiar as políticas públicas de promoção da saúde. Em 2003, realizou-se o primeiro inquérito domiciliar sobre comportamento de risco e morbidade referida de agravos não transmissíveis, que constituiu a linha de base do país no monitoramento dos principais fatores de risco. 12 Em 2006, foi implantado o VIGITEL, inquérito por telefone que, com 54 mil entrevistas anuais, investiga a frequência de fatores de risco e proteção para doenças crônicas e morbidade referida em adultos (≥18 anos) residentes em domicílios com linha fixa de telefone nas capitais do Brasil. Em 2008, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) incluiu, como parte da iniciativa do Global Adult Tobacco Survey (GATS), informações sobre morbidade e alguns fatores de risco e, ainda, a Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab). Em 2009, foi realizada a I Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), inquérito com cerca de 63 mil alunos do 9º ano das escolas públicas e privadas das capitais do Brasil e do Distrito Federal, feito em parceria entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os Ministério da Saúde e da Educação, que acontecerá a cada três anos.
               O monitoramento da morbimortalidade em DCNT, componente essencial para a vigilância, é realizado por meio dos sistemas de informações do SUS e outros. Outras atividades neste processo são as capacitações das equipes de saúde de estados e municípios, com o estabelecimento de atividades e estratégias de prevenção, promoção e assistência e com a definição de indicadores para monitoramento e de metodologias apropriadas às realidades regionais e locais. – Política Nacional de Promoção da Saúde: Aprovada em 2006, prioriza ações de alimentação saudável, atividade física, prevenção ao uso do tabaco e álcool, inclusive com transferência de recursos a estados e municípios para a implantação dessas ações de uma forma intersetorial e integrada. – Atividade Física: O Ministério da Saúde lançou, em 7 de abril de 2011, o programa Academia da Saúde, com o objetivo de promoção da saúde por meio de atividade física, com meta de expansão a 4 mil academias até 2014. Desde 2006, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde apoia e financia programas de atividade física. Somente em 2011, há mais de mil projetos em andamento em todo o país. – Tabaco: O sucesso da política antitabaco é um ponto de grande relevância que reflete no declínio da prevalência das DCNT.
               Destacam-se as ações regulatórias, como a proibição da propaganda de cigarros, as advertências sobre o risco de problemas nos maços do produto, a adesão à Convenção-Quadro do Controle do Tabaco em 2006, entre outras. Em 2011, foram realizadas consultas públicas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar as advertências nos maços, o maior controle da propaganda nos pontos de venda e a proibição de aditivos de sabor nos cigarros. 13 – Alimentação: O incentivo ao aleitamento materno e à alimentação complementar saudável tem sido uma importante iniciativa do MS, ao lado de mensagens claras, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, e parcerias, como a do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) no programa Bolsa Família.
               O Brasil também se destaca na regulamentação da rotulagem dos alimentos. Além disso, foram realizados acordos com a indústria para a redução do teor das gorduras trans e, recentemente, novos acordos voluntários de metas de redução de sal em 10% ao ano em alimentos industrializados. – Expansão da Atenção Básica: A Atenção Básica em Saúde cobre cerca de 60% da população brasileira. As equipes atuam em território definido, com população adstrita, realizando ações de promoção, vigilância em saúde, prevenção, assistência, além de acompanhamento longitudinal dos usuários, o que é fundamental na melhoria da resposta ao tratamento dos usuários com DCNT. Foram publicados os Cadernos da Atenção Básica e guias para o controle de hipertensão arterial, diabetes, obesidade, doenças do aparelho circulatório, entre outros. – Distribuição gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes: Expansão da atenção farmacêutica e da distribuição gratuita de 11 medicamentos para hipertensão e diabetes.
               Em março de 2011, o programa Farmácia Popular passou a ofertar medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes em mais de 17.500 farmácias privadas credenciadas. Essa medida ampliou o acesso e foram atendidos, até julho de 2011, 2,1 milhões de hipertensos e 788 mil diabéticos, representando um aumento de 194%, comparado com janeiro do mesmo ano. – Ampliação de exames preventivos para os cânceres da mama e do colo do útero: Houve aumento na cobertura de exame preventivo de câncer de mama (mamografia) nos últimos dois anos de 46,1% (2003) para 54,2% (2008) em mulheres com idade entre 50 e 69 anos e aumento na cobertura de exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos de 73,1% (2003) para 78,4% (2008) entre mulheres com idade entre 25 e 64 anos, segundo a PNAD 2008 (IBGE, 2010). Ainda persistem desigualdades em relação à escolaridade e região, que precisam ser superadas. A realização de mamografia nos últimos dois anos variou de 68,3% (mulheres com até 8 anos de estudo) a 87,9% (mulheres com 12 e mais anos de estudo), segundo o VIGITEL 2010 (BRASIL, 2011).

Promoção da saúde

               Compreendendo a importância das parcerias para superar os fatores determinantes do processo saúde-doença, foram definidas diferentes ações envolvendo diversos ministérios (Educação, Cidades, Esporte, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social, Meio Ambiente, Agricultura/Embrapa, Trabalho e Planejamento), a Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Secretaria de Segurança Pública, órgãos de trânsito e outros, além de organizações não governamentais, empresas e sociedade civil, com o objetivo de viabilizar as intervenções que impactem positivamente na redução dessas doenças e seus fatores de risco, em especial para as populações em situação de vulnerabilidade.  

Principais ações:

Atividade física
1.    Programa Academia da Saúde: Construção de espaços saudáveis que promovam ações de promoção da saúde e estimulem a atividade física/práticas corporais, o lazer e modos de vida saudáveis em articulação com a Atenção Básica em Saúde.
2.    Programa Saúde na Escola: Universalização do acesso ao incentivo material e financeiro do PSE a todos os municípios brasileiros, com o compromisso de ações no âmbito da avaliação nutricional, avaliação antropométrica, detecção precoce de hipertensão arterial, sistêmica, promoção de atividades físicas e corporais, promoção da alimentação saudável e de segurança alimentar no ambiente escolar.
3.    Praças do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): Fortalecimento do componente da construção de praças do PAC 2, no Eixo Comunidade Cidadã, como um equipamento que integra atividades e serviços culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e de inclusão digital, oferecendo cobertura a todas as faixas etárias.
4.    Reformulação de espaços urbanos saudáveis: Criação do Programa Nacional de Calçadas Saudáveis e construção e reativação de ciclovias, parques, praças e pistas de caminhadas.
5.    Campanhas de comunicação: Criação de campanhas que incentivem a prática de atividade física e hábitos saudáveis, articulando com grandes eventos, como a Copa do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas (2016).

Alimentação saudável
1.    Escolas: Promoção de ações de alimentação saudável no Programa Nacional de Alimentação Escolar.
2.    Aumento da oferta de alimentos saudáveis: Estabelecimento de parcerias e acordos com a sociedade civil (agricultores familiares, pequenas associações e outros) para o aumento da produção e da oferta de alimentos in natura, tendo em vista o acesso à alimentação adequada e saudável. Apoio a iniciativas intersetoriais para o aumento da oferta de alimentos básicos e minimamente processados, no contexto da produção, do abastecimento e do consumo.
3.    Regulação da composição nutricional de alimentos processados: Estabelecimento de acordo com o setor produtivo e parceria com a sociedade civil, com vistas à prevenção de DCNT e à promoção da saúde, para a redução do sal e do açúcar nos alimentos.
4.    Redução dos preços dos alimentos saudáveis: Proposição e fomento à adoção de medidas fiscais, tais como redução de impostos, taxas e subsídios, objetivando reduzir os preços dos alimentos saudáveis (frutas, hortaliças), a fim de estimular o seu consumo.
5.    Plano Intersetorial de Controle e Prevenção da Obesidade: Implantação do Plano visando à redução da obesidade na infância e na adolescência e à detenção do crescimento da obesidade em adultos.
6.    Regulamentação da publicidade de alimentos: Estabelecimento de regulamentação específica para a publicidade de alimentos, principalmente para crianças.

Tabagismo e álcool
1.    Adequação da legislação nacional que regula o ato de fumar em recintos coletivos.
2.    Ampliação das ações de prevenção e de cessação do tabagismo, com atenção especial aos grupos mais vulneráveis (jovens, mulheres, população de menor renda e escolaridade, indígenas, quilombolas).
3.    Fortalecimento da implementação da política de preços e de aumento de impostos dos produtos derivados do tabaco e álcool, com o objetivo de reduzir o consumo, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
4.    Apoio à intensificação de ações fiscalizatórias em relação à venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.
5.    Fortalecimento, no Programa Saúde na Escola (PSE), das ações educativas voltadas à prevenção e à redução do uso de álcool e do tabaco.
6.    Apoio a iniciativas locais de legislação específica em relação ao controle de pontos de venda de álcool e horário noturno de fechamento de bares e outros pontos correlatos de comércio.


Envelhecimento ativo
1.    Implantação de um modelo de atenção integral ao envelhecimento ativo, favorecendo ações de promoção da saúde, prevenção e atenção integral.
2.    Promoção do envelhecimento ativo e ações de saúde suplementar.
3.    Incentivo aos idosos para a prática da atividade física regular no programa Academia da Saúde.
4.    Capacitação das equipes de profissionais da Atenção Básica em Saúde para o atendimento, acolhimento e cuidado da pessoa idosa e de pessoas com condições crônicas.
5.    Incentivar a ampliação da autonomia e independência para o autocuidado e o uso racional de medicamentos.
6.    Criar programas para formação do cuidador de pessoa idosa e de pessoa com condições crônicas na comunidade. c)

Cuidado integral
         Serão realizadas ações visando ao fortalecimento da capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde e à ampliação de um conjunto de intervenções diversificadas capazes de uma abordagem integral da saúde com vistas à prevenção e ao controle das DCNT.

Principais ações:

1.    Linha de cuidado de DCNT: Definir e implementar protocolos e diretrizes clínicas das DCNT com base em evidências de custo-efetividade, vinculando os portadores ao cuidador e à equipe da Atenção Básica, garantindo a referência e contrarreferência para a rede de especialidades e hospitalar, favorecendo a continuidade do cuidado e a integralidade na atenção. Desenvolver sistema de informação de gerenciamento de DCNT.
2.    Capacitação e telemedicina: Capacitação das equipes da Atenção Básica em Saúde, expandindo recursos de telemedicina, segunda opinião e cursos a distância, qualificando a resposta às DCNT.
3.    Medicamentos gratuitos: Ampliação do acesso gratuito aos medicamentos e insumos estratégicos previstos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas das DCNT e tabagismo.
4.    Câncer do colo do útero e de mama: Fortalecer as ações de prevenção e qualificação do diagnóstico precoce e tratamento dos cânceres do colo de útero e de mama; garantir acesso ao exame preventivo e à mamografia de rastreamento de qualidade a todas as mulheres nas faixas etárias e periodicidade preconizadas, independentemente de renda, raça/cor, reduzindo desigualdades; garantir tratamento adequado às mulheres com diagnóstico de lesões precursoras; garantir avaliação diagnóstica dos casos de mamografia com resultado anormal; e garantir tratamento adequado aos casos de mulheres com diagnóstico confirmado de câncer de mama ou diagnóstico de lesões benignas.
5.    Saúde Toda Hora: a. Atenção às Urgências: Fortalecimento do cuidado ao portador de DCNT na rede de urgência, integrado entre unidades de promoção, prevenção e atendimento à saúde, com o objetivo de ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência nos serviços de saúde de forma ágil e oportuna. b. Atenção Domiciliar: Ampliação do atendimento a pessoas com dificuldades de locomoção ou que precisem de cuidados regulares, mas não de hospitalização, por meio de um conjunto de ações de Promoção à Saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio com garantia de continuidade de cuidados e integradas às Redes de Atenção à Saúde. c. Linha do Cuidado do Enfarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Encefálico (AVE) na Rede de Atenção às Urgências: Qualificação e integração de todas as unidades de saúde da Rede de Atenção às Urgências para permitir que os pacientes com IAM e AVE sejam atendidos, diagnosticados e tratados rapidamente, com acesso às terapias estabelecidas nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, garantindo ao usuário o acesso e o tratamento adequados em tempo hábil.


Curso de Epi Info 7.2, pela plataforma do Pro Epi, concluído com sucesso.




COMPETENCIAS ADIQUIRIDAS

  • 1. Dimensiona e avalia a estrutura e os recursos disponíveis nos serviços para o desenvolvimento das práticas de vigilância, identificando as situações prioritárias a serem enfrentadas para a promoção da integralidade em saúde.
  • 2. Promove o trabalho de equipes multiprofissionais, considerando as capacidades requeridas para a organização das ações de vigilância.
  • 3.  Promove a articulação das equipes com outros setores, visando a construção de iniciativas que favoreçam o processo de trabalho da vigilância.
  •  Analisa as necessidades existentes em saúde, relacionando-as a capacidade instalada, identificando ações e serviços disponíveis ou a serem criados
  •  Identifica, oportunamente, riscos, vulnerabilidades, danos e agravos de interesse para a saúde publica, compartilhando informações com diferentes atores sociais
  •  Estimula a reflexão da equipe sobre os limites e desafios vivenciados nos diversos momentos do processo de trabalho, identificando necessidades e oportunidades de educação permanente para uma pratica atualizada e de excelência na vigilância em saúde.

Consegui adquirir essas competências com o estudo do surto de tuberculose e principalmente com a criação da narrativa e desdobramento dos trabalhos através da vivencia de cada pessoa ali descrita.

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